O enfermeiro como parceiro do projecto de saúde do cidadão

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O enfermeiro deve assumir-se cada vez mais como o parceiro do projecto de saúde de cada cidadão, e não abdicar do adequado reconhecimento das suas competências pelos vários sectores da sociedade.

Para a presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional do Centro (SRC) da OE, Isabel Oliveira, mais do que cuidar, o enfermeiro deve assumir com o cidadão uma parceria que produza bons resultados, em segurança, durante todo o ciclo de vida.

“Mais do que dizer que os enfermeiros executam, diz-se que os enfermeiros gerem e capacitam… nada melhor do que capacitar cada indivíduo a responder aos seus problemas ou dependências, enfim, dar-lhe ferramentas para ser mais independente e mais feliz”, preconiza a dirigente no editorial da revista Enfermagem e o Cidadão, que a SRC distribui gratuitamente nos seis distritos da Região Centro.

Para atingir esses objectivos – refere a Enf.ª Isabel Oliveira – o trabalho está constantemente a ser monitorizado, identificando lacunas, corrigindo erros, introduzindo alterações, inovando para melhorar todos os dias. Essa monitorização baseia-se em padrões de qualidade definidos pela Ordem dos Enfermeiros.

Trata-se de estruturas orientadoras de processos que sustentam e conduzem de forma contínua à qualidade e segurança dos cuidados que os enfermeiros prestam, tendo em vista ganhos em saúde mais duradoiros.

“Os padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem pretendem a sua satisfação, a promoção da sua saúde, o seu bem-estar e auto cuidado, a prevenção de complicações, a sua readaptação funcional, tudo isto numa organização de cuidados promotora da qualidade”, explica a presidente do Conselho Directivo Regional da SRC da OE, no editorial dirigido aos cidadãos leitores da revista.

Nesses princípios – acentua – se baseia o compromisso da parceria que cada enfermeiro assume com o cidadão, para o acompanhar na gestão da sua saúde.

A Enf.ª Isabel Oliveira admite que o real papel do enfermeiro no Sistema Nacional de Saúde e na vida de cada pessoa ainda não é devidamente percepcionado pela opinião pública, e até pelos próprios decisores políticos, que ainda pensam que estes profissionais “são meros tarefeiros subjugados a alguém”.

Na sua opinião, isso acontece porque a enfermagem ainda não foi capaz de demonstrar a sua valia fiel e cabalmente em números ou indicadores.

“Tornar-se mais visível, reconhecida, incontornável e valiosa é o grande desafio da enfermagem actual. Não é um processo fácil, pois a criação de indicadores que traduzam fielmente tudo o que o enfermeiro produz continuamente, 24 sobre 24 horas, 365 dias por ano e o impacto que isso traz para os indivíduos, comunidades e mesmo para o país é uma tarefa enorme”, conclui.

A revista Enfermagem e o Cidadão é uma publicação da SRC elaborada por enfermeiros, que através dela transmitem informações de promoção da saúde e de educação para a saúde. É distribuída gratuitamente nos seis distritos do centro de Portugal em concertação com jornais de difusão nacional.

“Ser Enfermeiro”, “Emigração de Enfermeiros”, “A Sustentabilidade do SNS”, “E Quando Tenho Dores…?, “As Úlceras de Pressão na Comunidade”, “Síndrome de Morte Súbita no Latente”, “A Influência do Suporte Social do Pai no Envolvimento Emocional com o Bebé”, “Enfrentar o Frio em Segurança” e o relato de uma enfermeira portuguesa na Alemanha são alguns dos artigos de Enfermagem e o Cidadão.

enfermeiro

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