O QUE É O LINFOMA?

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O QUE É O LINFOMA?

O linfoma é uma doença dos linfócitos. Assemelha-se a um cancro na medida em que a regulação dos linfócitos afectados sofre alterações. Por outras palavras, estes linfócitos afectados podem dividir-se de forma anómala e demasiado rápida e/ou podem não morrer quando deviam. Frequentemente, os linfócitos anómalos concentram-se nos gânglios linfáticos e estes aumentam de volume.

Dado que os linfócitos circulam por todo o organismo, estes linfócitos anómalos podem agrupar-se noutras zonas do corpo para além dos gânglios linfáticos, como no baço, medula óssea ou outros órgãos do corpo. De facto, os linfomas podem formar-se em quase toda a parte. Pode também dar-se o caso de afectarem mais do que uma parte do organismo simultaneamente.

Em geral, face à natureza circulatória da linfa, os linfomas são considerados doenças que afectam todo o organismo, e não apenas a área visivelmente afectada pelos gânglios aumentados. A estas situações clínicas dá-se o nome de “doenças sistémicas”.

Muitos dos sintomas do linfoma surgem devido ao aumento dos gânglios provocado pela concentração de linfócitos anómalos. Os sintomas exactos dependem do local onde estes gânglios aumentados se localizam. Além disso, os linfócitos anómalos não conseguem cumprir adequadamente as suas funções de defesa, no sistema imunitário e se não forem tratadas, as pessoas que sofrem de linfoma apresentam uma maior tendência a contrair infecções.

Os linfomas podem dividir-se em dois grupos principais:

  • Linfoma não-Hodgkin (ou LNH)
  • Linfoma de Hodgkin (também conhecido como doença de Hodgkin)

Este site aborda apenas o Linfoma não-Hodgkin. Para saber mais sobre outros tipos de cancro visite www.infocancro.com.

In :http://www.roche.pt/sites-tematicos/linfomas/index.cfm/o_que_e/inicio/

linfoma n o hodgkin

QUEM PODE TER LINFOMA NÃO-HODGKIN?

O linfoma não-Hodgkin pode surgir em qualquer idade.  Porém, quase todos os tipos desta doença afectam sobretudo pessoas mais idosas, sendo de 65 anos a idade média dos doentes na altura do diagnóstico. O linfoma não-Hodgkin manifesta-se em ambos os sexos, embora seja mais prevalente em homens do que em mulheres.

Nos países desenvolvidos (como a Europa, a América do Norte e a Ásia-Oceânia), a incidência de linfoma tem vindo a aumentar progressivamente ao longo dos últimos 50 anos. No entanto, desconhecem-se os motivos para este aumento.  Embora se tenham identificado algumas causas e factores de risco para o linfoma não-Hodgkin, na maioria dos casos desconhece-se a origem da doença.

A INCIDÊNCIA DO LINFOMA NÃO-HODGKIN?

A incidência desta patologia define-se pelo número de novos casos anuais por determinado número de pessoas.  É uma forma de medir a frequência desta doença. A incidência do linfoma não-Hodgkin está a aumentar substancialmente, embora se desconheçam as razões deste aumento.  Se o número de casos continuar a aumentar à taxa actual, o linfoma não-Hodgkin atingirá até 2025 uma incidência semelhante à do cancro da mama, do cólon, do pulmão e da pele.

A incidência de linfoma não-Hodgkin aumenta com a idade, sendo que a maioria das pessoas são diagnosticadas durante ou após a meia idade. A idade média no diagnóstico é de cerca de 65 anos.  Porém, pode manifestar-se em jovens e até em crianças.

 

A incidência (número de novos casos por ano) do linfoma não-Hodgkin aumenta com a idade

CAUSAS E FACTORES DE RISCO DO LINFOMA NÃO-HODGKIN

Desconhece-se a causa exacta do linfoma não-Hodgkin. Existem alguns factores de risco conhecidos, embora sejam responsáveis apenas por uma pequena parte do número total de casos de linfoma não-Hodgkin. Na maioria dos doentes com linfoma não-Hodgkin, não se chega a determinar a causa para o aparecimento da doença. Além do mais, muitas pessoas expostas a um dos factores de risco conhecidos não desenvolvem linfoma não-Hodgkin.

Assim, é importante lembrar que nada que a pessoa com linfoma não-Hodgkin tenha feito originou a doença.

Alguns dos factores de risco mais importantes são:

  • Alguns tipos de infecção
  • Doenças e medicamentos que enfraquecem o sistema imunitário (imunossupressão )

Não há factores hereditários associados aos casos de linfoma não-Hodgkin. Os familiares de doentes afectados por esta doença não têm maior probabilidade de a vir a desenvolver do que a população em geral. O tabagismo também não está associado ao desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO DO LINFOMA NÃO-HODGKIN

Todos os sintomas provocados pelo linfoma não-Hodgkin podem também dever-se a outras doenças. Não existem sintomas específicos do linfoma não-Hodgkin Por outras palavras, nenhum sintoma isolado pode garantir a presença de linfoma não-Hodgkin. Este é um dos motivos pelos quais os exames de diagnóstico são tão importantes para estabelecer o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin.

Muitas vezes, os doentes não apresentam sintomatologia aquando do diagnóstico de linfoma não-Hodgkin. O linfoma pode ser descoberto durante um exame médico de rotina ou no decurso de uma investigação relativa a outra doença, como em hemogramas ou radiografias ao tórax. Isto acontece sobretudo em doentes com linfoma não-Hodgkin indolente, que evolui lentamente e na maior parte dos casos, permanece sem sintomas durante muito tempo.

Quando se manifestam, os sintomas podem dividir-se em quatro grupos:

  • Inchaço num ou mais gânglios linfáticos
  • Sintomas constitucionais (como sintomas de mal-estar geral)
  • Sintomas atribuíveis ao aumento dos gânglios linfáticos
  • Sintomas atribuíveis à diminuição do número de células sanguíneas

LINFOMA NÃO-HODGKIN: SINTOMAS FREQUENTES

O sintoma mais frequente de linfoma não-Hodgkin é a existência de gânglios linfáticos indolores, aumentado de tamanho com mais de 1 cm de diâmetro é o sintoma mais frequente de linfoma não-Hodgkin. Na maioria dos casos, os gânglios começam por se sentir no pescoço, nas axilas ou nas virilhas. Em geral, estes gânglios aumentados não causam dor ou outros sintomas. Muitos doentes com linfoma não-Hodgkin agressivo e outros com linfoma não-Hodgkin indolente apresentam gânglios linfáticos aumentados aquando do diagnóstico.

De salientar que gânglios linfáticos aumentados são uma situação muito comum, não estando necessariamente associados a linfoma não-Hodgkin. De longe, a causa mais frequente do aumento de volume dos gânglios linfáticos é a infecção; este aumento dos gânglios linfáticos desaparece após a erradicação da infecção.

 

LINFOMA NÃO-HODGKIN: OUTROS SINTOMAS NÃO ASSOCIADOS AOS GÂNGLIOS LINFÁTICOS

Embora o sintoma mais frequente de linfoma não-Hodgkin seja o aumento de volume de um gânglio linfático existem outros sintomas comuns, entre os quais se contam:

  • Sintomas constitucionais (sintomas de mal-estar geral)
  • Sintomas atribuíveis ao aumento dos gânglios linfáticos

Os sintomas constitucionais não são específicos e indicam que a pessoa está doente. Os sintomas constitucionais mais frequentes no linfoma não-Hodgkin são os seguintes:

  • Febre recorrentes, inexplicada (com temperaturas acima dos 38oC)
  • Suores nocturnos, que podem “ensopar” a roupa e os lençóis
  • Perda não intencional de peso superior a 10% nos últimos 6 meses
  • Fadiga ou cansaço intenso e persistente
  • Diminuição do apetite

Os três primeiros sintomas – febre, suores nocturnos e perda de peso – são muitas vezes utilizados para definir o estadiamento do linfoma não-Hodgkin. Para uma pessoa que apresente um ou mais destes sintomas pode adicionar-se a letra ‘B’ ao estadiamento do linfoma. Por exemplo, o linfoma não-Hodgkin de estadio IIB indica a presença de um ou mais destes três sintomas, ao passo que o estadio IIA indica que nenhum destes sintomas está presente. Por este motivo, estes três primeiros sintomas são por vezes designados por ‘sintomas B’.

Outros sintomas gerais que as pessoas com linfoma não-Hodgkin podem manifestar são os seguintes:

  • Falta de ar ou tosse
  • Comichão persistente, que pode manifestar-se em todo o corpo

Podem também ocorrer outros sintomas completamente diferentes se o linfoma se localizar noutra parte do organismo, fora dos gânglios linfáticos. Por exemplo, o linfoma no estômago ou nos intestinos pode causar dor abdominal, indigestão ou diarreia.

 

LINFOMA NÃO-HODGKIN: O QUE ESPERAR

A experiência individual do linfoma não-Hodgkin difere de caso para caso.  Mesmo as pessoas que aparentemente sofrem do mesmo tipo ou estadio da doença podem necessitar de tratamentos diferentes e apresentar resultados diferentes.

Para se estabelecer o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin ou iniciar o tratamento, é necessário realizar alguns exames médicos e avaliar a extensão da doença.

Pode parecer que com a realização destes exames se está a adiar o tratamento.  Contudo, o tratamento adequado depende da obtenção do diagnóstico correcto e qualquer ligeiro atraso será devidamente compensado pela administração do melhor tratamento desde o início.

In: http://www.roche.pt/sites-tematicos/linfomas/index.cfm/o_que_e/o_que_esperar/

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