Punção intra-óssea no Atendimento Pré-Hospitalar em crianças de qualquer idade

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  • Guidelines 2000: usar em crianças com qualquer idade.
  • Guidelines anterior: usar em crianças até 6 anos.


Uma das vias de acesso alternativa para se administrar fluidos e drogas em situações de emergência em uma criança, é a intra-óssea.

Indicada inicialmente para crianças abaixo de 6 anos de idade, depois de falharem 3 tentativas ou 90 segundos (o que ocorrer primeiro) na busca de um acesso venoso, o Guidelines 2000 for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care e o International Consensus on Science, recomendou algumas alterações.

Consta do novo consenso que a idade para o uso do acesso intra-ósseo fica agora estendida a todas as crianças, não havendo mais limite máximo de idade.

Recomenda o Guidelines 2000 que, quando não se consegue acesso vascular em uma emergência pediátrica em um tempo razoável, é aceito e recomendado o acesso intra-ósseo. Explica ainda que o termo “tempo razoável”, depende das condições do paciente. O PALS-Pediatric Advanced Life Support, utiliza 90 segundos como sendo um tempo limite para se tentar o acesso vascular em uma parada cardíaca. Existe, entretanto, um pouco mais de flexibilidade se o paciente estiver estável. Este procedimento é classificado como Classe IIa.

A explicação para a ampliação da idade de utilização da punção intra-óssea na criança é relativamente simples. O acesso à circulação é fundamental para a administração de drogas e fluidos em uma emergência pediátrica e freqüentemente é um ato difícil. O sucesso na punção intra-óssea tem sido documentado em pacientes com mais de 6 anos de idade. Esta técnica pode ser realizada rotineiramente, entre 30 a 60 segundos.

Mesmo considerando que o sucesso é maior nas crianças mais novas do que nas mais velhas, ainda assim existe uma alternativa a ser utilizada quando o acesso venoso não puder ser obtido em um tempo adequado. 

Local: superfície medial plana da tíbia, 1 a 3 cm abaixo da tuberosidade

Materiais específicos: agulha própria para punção intra-óssea

Técnica (para vítimas inconscientes):


1. coloque o paciente em decúbito dorsal

2. selecione um membro inferior não lesado

3. eleve ligeiramente o joelho (até 30º), usando um travesseiro ou equivalente

4. selecione o local da punção e faça assepsia

5. puncione a pele em um ângulo de 90º até a agulha tocar o osso

6. incline a agulha 10 a 15º caudalmente e então introduza-a girando-a e avançando na direção da medula óssea

7. quando a resistência diminuir, a agulha terá ultrapassado o osso e estará na medula

8. remova o mandril

9. conecte uma seringa de 10 ml com parte de seu volume em solução salina

10. aspire delicadamente (a presença de tecido da medula óssea confirma a correta posição na cavidade medular)

11. injete a solução salina, removendo qualquer fragmento que possa obstruir a agulha

12. conecte o equipo e inicie a administração dos fluidos e drogas, que devem correr facilmente sem produzir edema no local

13. refaça assepsia local e proteja a agulha com gaze estéril

14. prossiga no atendimento da emergência e busque acesso venoso logo que possível

15. desfaça a punção intra-óssea tão logo seja obtido acesso venoso.


A punção intra-óssea deve ser utilizada apenas na emergência como alternativa para acesso vascular que, quando obtido, determina o encerramento da via intra-óssea.


In :http://www.aph.com.br/puncao_intra-ossea_ccas.htm

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