Síndrome do olho seco

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Síndrome do olho seco

Síndrome do olho seco

Uma doença ocular que atinge cerca de um terço da população com mais de 65 anos

Trata-se de uma doença de foro oftalmológico que causa desconforto, problemas visuais e instabilidade do filme lacrimal.

Além disso, dificulta a realização de tarefas diárias e afeta a qualidade de vida dos doentes que são maioritariamente do sexo feminino.

Se esta não for tratada, pode levar a um aumento do risco de infeções e problemas de visão.

Causas

Pode ter várias causas, incluindo fatores ambientais (poluição, ar condicionado, sistemas de aquecimento, entre outros), determinadas doenças (como artrite reumatoide, síndrome de Sjögren, lúpus), efeitos secundários de alguns medicamentos (antidepressivos, betabloqueantes, anti-histamínicos ou anti-hipertensores), alterações hormonais e uso de lentes de contacto. Consideram-se fatores de risco a idade avançada, a diminuição hormonal ligada à menopausa, o consumo de álcool e hábitos tabágicos.

Sintomas

Secura, sensação de aspereza, vermelhidão, ardor, sensação de corpo estranho, dor, sensibilidade à luz e fadiga ocular são os sintomas a que deve estar atento.

Diagnóstico

Para além da história clínica do paciente em busca de sinais e sintomas, pode realizar-se a avaliação da superfície ocular por biomicroscopia e coloração da superfície ocular com corantes como a fluoresceína, a avaliação do menisco lacrimal e o teste de Schimmer.

É também importante fazer a avaliação das glândulas de meibomius, presentes no bordo palpebral, fundamentais para a produção da camada lipídica do filme lacrimal. Pode, ainda, efetuar-se uma citologia de impressão da superfície ocular, permitindo avaliar a qualidade e quantidade de células calicifomes da conjuntiva, fundamentais para a estabilidade do filme lacrimal.

Tratamento

Embora não tenha cura, é possível aliviar os sintomas melhorando a qualidade e quantidade de lágrimas. A terapia inicial consiste na administração de lágrimas artificiais para o alívio dos sintomas.

Podem ser utilizados colírios anti-inflamatórios e soro autologo. A nível sistémico, podem estar indicados a tetraciclina oral, suplementos alimentares com o ómega 3 e anti-inflamatórios gerais.

Sempre que possível, deve procurar-se a causa e melhorar a doença geral.

Medidas preventivas

Alguns cuidados podem ajudar a minimizar os sintomas desta doença. Tome nota dos seguintes:

– Durante o trabalho prolongado ao computadorjuste o brilho e o contraste do monitor, evite reflexos no monitor, direcione o olhar de cima para baixo e pestaneje com frequência.

– Evite a toma de medicamentos que possam provocar olho seco, principalmente se tem predisposição para esta doença.

-Aposte numa alimentação rica em ácidos gordos essenciais como o ómega-3, presentes no peixe, marisco, óleo de soja, sementes de abóbora e de girassol, nozes e legumes de folha verde.

Revisão científica: Maria João Quadrado (chefe da secção de Córnea e Refrativa da Unidade de Internamento e do Banco de Olhos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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