Infeção Urinária

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O que é uma infecção urinária?

O sistema urinário é normalmente livre de bactérias. As infecções surgem quando estas o invadem e se localizam predominantemente na uretra (uretrite), bexiga (cistite) ou nos rins (pielonefrite). No caso das cistites, as bactérias que habitam no intestino ou na vagina conseguem alcançar a bexiga usando como acesso a uretra.

Dá-se uma irritação das paredes internas da bexiga, obrigando a pessoa a urinar mais vezes e causando ardor, sangue na urina e sensação de peso ou mesmo dor no baixo ventre. Estes sintomas podem aparecer isolados ou em conjunto. Se não for tratada correctamente, a cistite pode atingir os rins, resultando numa pielonefrite que causa febre alta e fortes dores abdominais, podendo levar ao internamento hospitalar.

 

Existem grupos de risco?

Embora possam atingir qualquer pessoa em qualquer idade, as infecções urinárias afectam mais o sexo feminino e quem está em idade fértil (a proporção é de um homem para dez mulheres) porque a uretra feminina (canal que liga a vagina à bexiga) tem apenas 3 centímetros contra 25cm da masculina. O facto de ser mais curta facilita o acesso das bactérias à bexiga. As mulheres entre os 16 e os 35 anos são as mais afectadas por terem mais frequentemente infecções vaginais produzidas por fungos, bactérias e vírus cuja presença diminui a resistência natural da vagina e da uretra.

 

Factores agravantes

Existem alguns factores que favorecem a contaminação das vias urinárias com bactérias:

. Durante a higiene, há que ter cuidado, um simples gesto errado e já está! Usar o papel higiénico do ânus em direcção à vagina leva as bactérias do trato intestinal para a uretra e de lá para a bexiga, contaminando-a. Sendo um local quente e húmido as bactérias proliferam rapidamente. Lembre-se que deve limpar-se da frente para trás, ou seja, da vagina para o ânus.

. Na menopausa, devido à diminuição dos estrogéneos, as paredes da vagina ficam mais susceptíveis à contaminação por bactérias.

. Na gravidez, devido ao aumento de progesterona ocorre um inchaço das vias urinárias. Para além disso, o aumento do tamanho do útero comprime a uretra diminuindo o fluxo da urina e favorecendo a proliferação de bactérias.

. As relações sexuais também podem constituir um problema. Certas mulheres desenvolvem cistites na sequência de relações sexuais muito frequentes. O acto sexual repetido produz um relaxamento da uretra, facilitando a invasão da bexiga por bactérias. É a chamada cistite nupcial ou de lua-de-mel.

 

Detecção e tratamento

Uma análise à urina é fundamental para confirmar a presença de bactérias. São feitos exames de cultura, que acusam o tipo de bactéria e qual o antibiótico indicado para a combater. Quando as infecções se repetem é também pedida uma ecografia das vias urinárias e uma avaliação ginecológica que ajude a detectar eventuais distúrbios que estejam na sua origem, como problemas renais e infecções ginecológicas.

Embora, em alguns casos, possa ocorrer uma cura espontânea (porque bebendo muita água a urina acaba por eliminar as bactérias da bexiga) a maioria dos doentes precisa de ser tratada com antibióticos durante períodos que variam entre os 3 e os 14 dias, dependendo da intensidade da infecção e do medicamento utilizado. Tratamentos inadequados consistem a principal causa de repetição destas infecções, que podem tornar-se crónicas.

 

Quando as crianças são as afectadas

As infecções urinárias são bastante frequentes também nas crianças ocorrendo mais nos rapazes nos primeiros seis meses de vida devido, na sua maioria, a malformações congénitas do trato urinário.Os meninos não circuncidados apresentam uma maior predisposição para este problema, em média 10 a 20 vezes mais. Após o primeiro ano de vida, as principais afectadas são as meninas. A contaminação é normalmente feita a partir da flora bacteriana da região perianal (à volta do ânus). Por essa razão é muito importante ensinar a sua filha a limpar sempre primeiro o ‘pipi’ e só depois o rabo.

As crianças apresentam basicamente os mesmos sinais que os adultos: ardor e vontade de fazer xixi com maior frequência. A criança pode apresentar-se irrequieta, irritada, perder o apetite e emagrecer.

Acaba por ter medo de ir à casa de banho pois já sabe que vai sentir dor. Podem ocorrer outros sintomas como dor abdominal, náuseas, vómitos, diarreia, febre e icterícia (a pele amarelada).

A confirmação da infecção faz-se pela presença de leucócitos, sangue e bactérias na análise à urina e bactérias na urocultura. Recolher a urina para análise pode ser complicado quando estamos a lidar com crianças menores de cinco anos. Os pediatras conseguem fazer, no próprio consultório, um exame simples que consiste em colocar um ‘pauzinho’ que muda de cor no xixi que a criança faz num bacio ou mesmo no papel que é posto em cima da marquesa.

Quando a análise é feita no hospital costuma ser colocado um saco colector. O tratamento é feito através de antibióticos, mas deve ter-se o cuidado de dar muitos líquidos a beber à criança.

 

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