Enfermeiros denunciam atrasos na avaliação por falta de nomeações

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Embora esteja regulamentada desde 2011, a avaliação dos enfermeiros no âmbito do SIADAP também só deverá avançar este ano. Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, lamenta que a carreira de enfermagem tenha sido a primeira a adaptar o seu modelo de avaliação, instituído em 1994, às regras do SIADAP e até agora não tenha sido possível operacionalizá-lo. “Só em Agosto do ano passado foram regulamentadas as competências da direcção de enfermagem que, tal como nos médicos, supervisiona o processo”, disse.

Neste momento, a dirigente explica que a maioria das unidades já nomeou as direcções de enfermagem, mas existem queixas de atrasos nos agrupamentos de centros de saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que poderão pôr em causa o processo – isto porque a direcção de enfermagem, de acordo com a portaria que adapta a avaliação do desempenho (SIADAP 3) à carreira especial, tem o dever de supervisionar o trabalho dos conselhos coordenadores de avaliação, nomeadamente as normas de actuação e os critérios de avaliação.

A legislação estabelece que os enfermeiros também serão avaliados em duas componentes: objectivos individuais, em articulação com os objectivos das unidades, e comportamentos profissionais. Tal como o regime dos médicos, os comportamentos sujeitos a avaliação também devem seleccionados de uma lista aprovada nos serviços, mas o diploma avança algumas áreas caso este órgão não proceda à sua fixação prévia. É o caso do desempenho ao nível da orientação para resultados, relacionamento interpessoal, comunicação, trabalho em equipa ou tolerância à pressão e contrariedades.

A avaliação dos enfermeiros também é feita por pares, por regra dois, designados pelo dirigente ou órgão máximo de gestão do estabelecimento de saúde. Como nos restantes funcionários abrangidos pelo SIADAP, as avaliações serão bianuais, decorrendo neste momento o biénio 2013/2014. Não é público quantos profissionais serão abrangidos em ambas as carreiras, enfermagem e médica, neste primeiro ciclo. Segundo o último balanço social do SNS, em 2012 estavam ao serviço dos estabelecimentos públicos de saúde, com contrato, 39 968 enfermeiros (a carreira mais representativa) e 24 490 médicos.

 

Fonte : http://www.ionline.pt/artigos/portugal/enfermeiros-denunciam-atrasos-na-avaliacao-falta-nomeacoes

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