Ordem dos Médicos do Centro cria meios de apoio devido a conflitos e exaustão

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Segundo o Jornal , a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM) pretende criar mecanismos de apoio e prevenção de situações de exaustão e conflitos, provocadas pela pressão a que os clínicos estão sujeitos e pelas “mudanças no setor da saúde” .

As mudanças que se observam “no setor da saúde, como por exemplo as fusões de hospitais, têm criado uma grande pressão sobre os profissionais”, disse à agência Lusa Carlos Cortes, presidente da secção da Ordem dos Médicos (OM), considerando que estas transformações podem levar a situações de “burnout (exaustão) e conflitos”.

“A classe, que não sei se algum dia possa ter sido classificada de privilegiada, tem agora muitos profissionais a atravessarem dificuldades”, salientou.

Segundo Carlos Cortes,  os profissionais têm hoje “muitas outras tarefas que não têm que ver com a sua atividade clínica”.  Afirmou também que os médicos “estão a atingir níveis de exaustão muito grandes e têm pouco tempo para executarem as suas tarefas específicas. É como se fosse uma fábrica de salsichas”,

Desta forma a Ordem dos Médicos está a criar um grupo de trabalho com um programa específico para a intervenção sobre [a síndrome do] burnout, assim como também pretende desenvolver um gabinete de mediação de conflitos por estes “terem disparado e a gravidade e consequências” dos mesmos serem mais significativas.

Além destes dois projetos, a Secção Regional do Centro continua a desenvolver o Programa de Apoio Integrado ao Médico (PAIM), criado há cerca de dez anos, em que o objetivo “passa por sinalizar médicos com problemas” de saúde, de dependência ou socioeconómicos.

Segundo a mesma fonte,o PAIM recebeu no total oito casos em 2014, dois dos quais por dificuldades financeiras, tendo registado um total de 157 casos entre 2007 e 2013.

Fonte: IOnline

 

[highlight]Nota:[/highlight]

De referir que recentemente o Ministro da Saúde afirmou que os Enfermeiros manifestam exaustão devido ao facto de trabalharem em regime de acumulação de funções no público e no privado (Ver notícia), o que nos leva a questionar o que irá declarar agora com esta notícia.

Também importa aqui salientar a enorme discrepância que existe entre os salários dos enfermeiros e dos médicos, a eventual classe não previlegiada que como todos nós sabemos chega a estar presente nos hospitais públicos e nos privados  nos mesmos horários sem qualquer tipo de problemas, o que até desafia as leis da física como deveria ser do conhecimento do senso comum!

 

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