Já há um novo antibiótico que elimina as bactérias resistentes

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Descoberta do composto, que pode ser o primeiro de uma nova geração de antibióticos, é publicada hoje na Nature

Os cientistas que o desenvolveram chamaram-lhe teixobactin e, provavelmente, este é um nome a fixar para o futuro. Trata-se de um novo antibiótico, que já foi testado em ratinhos com sucesso, demonstrando que consegue destruir as estirpes de bactérias resistentes aos medicamentos atualmente disponíveis sem causar efeitos secundários nos animais. Além disso, não foi observada a emergência de bactérias resistentes após o tratamento.

Os investigadores alemães e norte-americanos que desenvolveram o estudo, e que publicam hoje os resultados na revista Nature, referem que a descoberta do novo composto, feita de forma inovadora, durante um rastreio a dez mil bactérias num microchip, permite pensar que outros novos antibióticos poderão ser encontrados desta forma no futuro. A ser assim, esta será uma nova revolução no mundo dos antibióticos.

Para já, a equipa coordenada por Kim Lewis, da Universidade de Northwestern, em Boston, Estados Unidos, não pode afiançar que as bactérias, nomeadamente a Clostridium difficile, a Mycobacterium tuberculous e a Staphylococcus aureus, que foram testadas durante este estudo, não vão desenvolver resistência ao teixobactin, no futuro. Mas a forma como ele actua, destruindo os lípidos essenciais à formação da membrana da bactéria, deixa antever que o desenvolvimento dessa resistência não é muito provável. E mesmo, que aconteça, há uma folga de algumas décadas.

Depois da descoberta da penicilina, que revolucionou a medicina, e de uma era dourada no combate às infecções bacterianas, a emergência de resistência aos antibióticos por parte de várias estirpes de bactérias nas derradeiras décadas do século XX acabou por se transformar agora, no início do novo milénio, num problema global de saúde, reconhecido pela própria Organização Mundial de Saúde, a OMS. O teixobactin pode ser, finalmente, a resposta que faltava para começar a resolver o problema.

A equipa que descobriu e testou o composto está agora a trabalhar para realizar os primeiros testes em humanos, mas o novo antibiótico, se tudo correr bem, não deverá estar disponível no mercado antes de, pelo menos, cinco anos.

Fonte: Diário de Notícias

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