Ordem congratula-se com reforço das funções dos enfermeiros nas urgências

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Ministério da Saúde quer que enfermeiros possam vir a pedir exames complementares de diagnóstico para aliviar pressão nas urgências hospitalares e que possam refazer triagem sempre que o tempo de espera recomendado seja ultrapassado.

O reforço do papel dos profissionais de enfermagem nas urgências dos hospitais públicos foi bem acolhido pela Ordem dos Enfermeiros, que considera as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde como as mais adequadas para que os doentes não “fiquem reféns do nível de afluência diária” a estes serviços.

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, através de um comunicado, congratula a “decisão do Ministério da Saúde em reforçar a implementação do Triagem de Manchester nos Serviços de Urgência do Serviço Nacional de Saúde” e diz que “não pode deixar de elogiar amplamente a decisão tomada”.

A posição de Germano Couto surge depois de o Ministério da Saúde ter avançado na quinta-feira algumas medidas possíveis para contrariar o caos e a espera sentidos nas urgências de hospitais de todo o país nas últimas semanas. A tutela prevê que os enfermeiros possam vir a pedir exames complementares de diagnóstico na triagem das urgências hospitalares e que os doentes possam ser sujeitos a uma segunda avaliação se estiverem em esperas prolongadas.

A ideia é aliviar os tempos de espera e a repetição de episódios como os que deram origem à abertura de inquéritos na sequência da morte de quatro doentes em serviços de urgência hospitalar após alegadas horas de espera muito acima do tempo recomendado. Com esta triagem cada doente recebe uma pulseira de acordo com a urgência do caso e que pode ser vermelha, laranja, amarela, verde ou azul. A cada uma corresponde um tempo de atendimento máximo recomendado, mas que foi largamente ultrapassado em algumas situações na época do Natal e Ano Novo, pelo que a ideia passa por haver uma reavaliação sempre que a estadia sem prolongue.

Germano Couto considera “uma boa prática a rentabilização das competências dos enfermeiros que recebem o doente e que fazem a primeira avaliação, permitindo a redução de tempos de espera, optimização de recursos e obtenção de maior segurança para os cidadãos”.

“A Triagem de Manchester tem permitido que todos os doentes entrados num serviço de Urgência sejam observados por um enfermeiro poucos minutos depois da sua entrada no serviço de urgência. Este enfermeiro está capacitado para classificar a urgência da situação e atribuir uma prioridade ao seu atendimento utilizando protocolos e métodos cientificamente comprovados e adoptados internacionalmente”, defende o bastonário, lembrando ainda que “esta é uma medida orçamentalmente neutra e que salva vidas, através do adequado aproveitamento das competências dos diferentes profissionais do sistema, nomeadamente dos enfermeiros e enfermeiros especialistas”.

FONTE – Público

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