(10 DICAS DE) COMO NÃO “REBENTAR” UMA VEIA

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Enquanto Enfermeiro, não importa o quanto bom tu  te consideras numa punção venosa, sempre existirá um momento no qual encontras dificuldades em estabelecer um bom acesso venoso. Se estás a canalizar veia para administração de medicação ou para colheita de sangue, “rebentar” uma veia deve ser a última coisa que desejas. Uma “veia rebentada” significa basicamente que a agulha do dispositivo EV foi inserida muito profundamente, perfurando a veia em ambos os lados (a famosa transfixação da veia) e, potencialmente levando à infiltração ou extravasamento.

Uma veia “rebentada” não só causa desconforto para o doente, mas também a interrupção da produtividade do Enfermeiro.

Este guia vai dar-te algumas dicas do que precisas saber para evitar que as veias “rebentem” e assegurar a inserção bem sucedida de um cateter EV.

Por que as veias “rebentam”?

Há muitas causas possíveis para que as veias rebentem durante uma rotineira inserção de cateter EV. Aqui está uma lista das possíveis razões:

Veias frágeis
Algumas pessoas nascem com as paredes das veias fracas. Existem também alguns grupos etários específicos, que são mais propensos a apresentar veias frágeis. Os doentes idosos, por exemplo, normalmente tem as paredes das veias fracas devido à degeneração dos tecidos conjuntivos relacionada à idade. Os doentes pediátricos também podem ter paredes das veias fracas, tendo em conta que as suas veias ainda são muito pequenas.

Veias móveis
Existem algumas pessoas que possuem veias que são altamente móveis (tipicamente chamadas de “veias bailarinas”), especialmente quando estás a tentar puncioná-las. Normalmente, a veia cefálica é a mais móvel que vais encontrar. A rede venosa dorsal das mãos da maioria dos doentes geriátricos também é grossa e móvel.

Cateter com calibre muito grande
Um cateter de grande diâmetro, quando utilizado em uma pequena veia, causará colapso venoso. É importante avaliar corretamente em primeiro lugar se o cateter EV que pretendes usar é adequado para a veia do doente.

Estás pronto para melhorar as tuas habilidades na punção venosa? Segue-se uma lista das 10 dicas mais úteis para que evites “rebentar” uma veia.

1. Avalia. Sente as veias

Não basta olhar para uma veia. Em vez disso, tente palpar a área na qual você está procurando uma veia. É importante palpar usando as polpas digitais do indicador e o terceiro dedo para avaliar a capacidade de resistência da veia, a permeabilidade, válvulas e tamanho. Verifique se a veia é reta, suave e grande o suficiente para acomodar o cateter necessário para a terapia EV. Prefira sempre a veia mais reta. Para pacientes geriátricos, uma veia profunda pode ser menos propensa a estourar, uma vez que são mais estabilizadas e menos móveis.

2. Escolha o tamanho certo

Esse tópico diz respeito ao dispositivo EV utilizado. Se você não precisa de infundir grandes volumes de líquido ou se a transfusão de sangue não é necessária, basta usar um cateter pequeno.

Portanto, a dica de ouro é: se possível (e se não for contra-indicado), tente usar tamanhos menores. Para os adultos, um dispositivo G-22 (Jelco™ ou Abocath™ nº 22, por exemplo) é tipicamente utilizado com sucesso. No caso de doentes pediátricos, os dispositivos G-22, G-24 e G-26 são utilizados de forma satisfatória.

3. Verifica a aplicação do garrote (ou torniquete)

Um garrote/torniquete muito apertado ou muito solto pode fazer com que as veias não se distendam e até mesmo interromper a circulação arterial. Um manguito de esfigmomanômetro pode ser usado como um torniquete quando se lida com veias muito frágeis de pacientes idosos e em tratamento de quimioterapia.

4. Verifica o bisel. Certifica-te de que ele está virado para cima

Esta técnica é feita para se certificar de que você não vai estourar uma veia ao avançar com a agulha. Além disso, você pode controlar melhor o ângulo de inserção quando o bisel está voltado para cima.

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5. Usa compressas quentes se o braço estiver frio

Isso ajuda a dilatar os vasos sanguíneos, fazendo com que elas apareçam rapidamente. Panos quentes ou um cobertor podem ser usados se as compressas quentes não estiverem disponíveis.

6. Fixa a veia

Isso é para evitar que uma veia instável se desloque lateralmente quando você perfurá-la. Isto pode ser feito segurando a pele esticada e a veia com a mão não-dominante.

7. Acerta o ângulo e insira o cateter diretamente no topo da veia

Ajuste o seu ângulo de inserção de acordo com a veia que você escolheu, se é muito superficial ou muito profunda. Normalmente, você pode fazer a inserção em um ângulo de 15 a 30 graus. Em seguida, insira o cateter em cima da veia e diminua o ângulo para reduzir as chances de atravessar as duas paredes da veia. Faz a inserção lentamente mas de forma constante.

8. Puxa um pouco a agulha antes de inserir todo o cateter

A agulha vai servir como um fio-guia enquanto empurras o cateter dentro da veia. Vais precisar puxar a agulha de modo que haverá menos hipóteses de punção da outra parede da veia à medida que avançar o cateter.

9. Ao puncionar uma veia e vendo retorno de sangue, pare o avanço do cateter e diminua o ângulo.

Isto é para evitar a perfuração da parede da veia novamente. Solte o torniquete em primeiro lugar. Diminua o seu ângulo de inserção à medida que avança o cateter um pouco mais. Em seguida, puxe de volta a agulha um pouco antes de avançar todo o cateter. Quando tiver inserido com sucesso o cateter, puxe a agulha rapidamente para conectar o equipo (ou Polifix™ ou “torneira” de três vias) e inicie a perfusão EV com as primeiras gotas gotejando muito lentamente.

10. Use dispositivos de visualização disponíveis

Isso pode incluir luzes especiaiss, ultrassom de bolso (link) ou qualquer um veinscanner (Vê mais sobre este dispositivo aqui). Estes dispositivos irão mostrar os percursos da veia para que possas acompanhar a direcção para onde deves inserir o cateter EV.

Vê o vídeo sobre canalizar uma veia!

Traduzido de : nursingcrib.com

Fontes: NursingCribpiccresource e NurseBuff

Video : NURSINGCSUEB

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