Contrariou médicos e conseguiu tirar marido do coma

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Os médicos disseram-lhe que o marido tinha 90% de hipóteses de ficar em estado vegetativo. Danielle agarrou-se aos 10% bons. Manteve a máquina ligada e Matt acordou ao fim de meses em coma.

Danielle e Matt namoraram dois meses e casaram, no final de 2010. Amor à primeira vista, casamento a correr e uma paixão que depressa foi testada. Estavam casados havia sete meses quando um acidente de moto atirou Matt para a cama de um hospital da cidade de Georgia, nos EUA.

Ficou em estado de coma durante mais de uma semana. Ao nono dia do sono da morte, os médicos falaram. “Sugeriram que desligássemos o sistema de suporte de vida e que o deixássemos partir, que nunca mais acordaria”, recorda Danielle Josey Davis.

“Disseram que se fossem eles desligavam a máquina. Que era isso que a família deveria fazer”, conta Danielle, decidida a dar ao marido a oportunidade de melhorar.

Danielle e Matt tinham apenas nove meses de vida em comum. Ela queria mais, queria-o mais. “Não tínhamos começado verdadeiramente uma vida em conjunto. Não ia desistir”, disse.

Matt ficou mais três meses hospitalizado, em coma, praticamente sem sinais de vida. Danielle não desistiu da ideia de voltar a ver o marido sorrir-lhe e chegou a acordo com os médicos para levar Matt para casa.

“Se vai ser um corpo numa cama, vamos dar-lhe a melhor vista do mundo. Temos de levá-lo para casa”, disse Danielle à mãe de Matt. Com a ajuda da sogra, cuidou do marido. Deram-lhe banho, alimentaram-no por um tubo e garantiram que não falhava nenhum dos cerca de 20 remédios que tomava diariamente.

Danielle dormia na mesma cama, agarrada a um homem que não dava sinais de vida. Nunca desistiu. Seguiu os conselhos de especialistas em reabilitação e replicou, em casa, técnicas e procedimentos para o tentar trazer de volta à vida.

Um dia, a persistência foi recompensada. Danielle pôs um chapéu na mão de Matt e pediu-lhe para o pôr na cabeça. Não esperava resposta, mas o marido falou. “Estou a tentar”, titubeou.

“Foi a melhor coisa que ouvi na minha vida”, disse Danielle, que não ficou minimamente incomodada com a perda de memória do marido. Matt não se lembra da vida nos três anos anteriores ao casamento, não se recorda de ter dito sim quando lhe perguntaram se queria aquela mulher até ao resto da vida, na saúde e na doença.

“Podem ter a certeza que estou bem feliz por ter casado com ela”, disse Matt, em entrevista à cadeia de televisão ABC, que conta a história do casal. Na saúde, por nove meses, na doença e reabilitação há cerca de quatro anos, Danielle tem estado sempre ao lado do marido.

“Tivemos de lutar muito para o levar para a reabilitação. Mas, ao fim de três meses ele já conseguia falar, cantar, rir, comer, beber, empurrar a cadeira de rodas e até caminhar com a ajuda de um andarilho”, conta Danielle, que criou uma página na Internet a pedir donativos para poder pagar o tratamento do marido.

Matt tem agora 26 anos e Danielle 27. Casaram novos, ele com 22 e ela com 23, mas estão juntos para a vida. Fazem ioga, jogam “scrabble” e tentam recuperar a vida em comum, ainda mal começada e depressa interrompida em julho de 2011.

Fonte: Jornal de Notícias

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