Lavagem gástrica – Procedimento

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A lavagem gástrica é um tratamento médico, que consiste em esvaziar o estômago de seu conteúdo, e especialmente para evacuar tóxicos ingeridos antes da sua absorção digestiva. A lavagem do estômago é um dos principais métodos de tratamento utilizado na intoxicação aguda digestivos, como vômitos, adsorção de substâncias tóxicas por carvão ativado ou aceleração do trânsito intestinal.

O método de lavagem gástrica tem sido amplamente utilizada no passado, e continua a ser o principal método utilizado em França durante a gestão de intoxicação aguda.

Sua eficácia clínica não foi estabelecida e seu interesse tem sido muito discutida e questionada. O carvão ativado é agora preferiu lavado, ainda muitas vezes praticado de forma sistemática.

Materiais necessários para o procedimento


  • Sonda oro ou nasogástrica.
  • Lidocaína gel.
  • Soro fisiológico para irrigação ou água.
  • Gaze.
  • Luva esterilizada.
  • Seringa de 20 ml.
  • Máscara e óculos para proteção.

Procedimento


A lavagem pode ser feita com sonda oro ou nasogástrica. A vantagem da sonda orogástrica é o fato de ser mais calibrosa, facilitando a retirada das substâncias tóxicas. No entanto, é um procedimento menos tolerado pelos pacientes. Na maioria das situações, passa-se uma sonda nasogástrica. Esta deve ser o mais calibrosa possível para facilitar a recuperação do toxicante. A posição ideal é o decúbito lateral esquerdo com a cabeça em nível inferior ao corpo.

Deve-se explicar ao paciente como será o processo, assim, possivelmente, ele colaborará para a passagem da sonda, além de não se sentir agredido. Se estiver comatoso, deverá ser intubado antes da lavagem. Faz-se uma estimativa do comprimento (lóbulo da orelha, ponta do nariz, apêndice xifoide), coloca-se lidocaína gel na extremidade distal e na narina escolhida. Durante a colocação, flexiona-se o pescoço do paciente e pede-se para engolir.

Deve-se confirmar a presença da sonda para assegurar o posicionamento. Habitualmente, insufla-se ar por meio de uma seringa ao mesmo tempo em que se ausculta a região epigástrica.

Em adultos, uma lavagem gástrica bem sucedida necessita de uma média de 6 a 8 litros de líquido (soro fisiológico ou água). Em crianças, utilizam-se 5-10 ml/kg até o máximo de 250 ml/vez. Volume total usado em média para RN 500 ml; lactentes 2-3 l; escolares 4-5 l. Administram-se pequenas quantidades (máximo 250 ml/vez), visto que volumes maiores podem “empurrar” o toxicante para o duodeno. Repete-se esse procedimento várias vezes (mínimo oito).

O volume retornado sempre deve ser próximo ao volume ofertado e observar atentamente o conteúdo que retorna, na procura de restos do agente tóxico. Podem ser guardadas as amostras que aparentam ter mais resíduos, para análise toxicológica. Essa análise pode ser muito útil, principalmente quando o produto ingerido é desconhecido, visto que é possível detectar precocemente qual(is) a(s) substância(s) ingerida(s).

Numa fase inicial da intoxicação, o produto ainda não foi eliminado na urina, impedindo a detecção nesse tipo de amostra biológica. Após cerca de 2.000 ml de líquido e esse retornando límpido, pode-se parar o procedimento e decidir ou não pelo uso do carvão ativado.

Contraindicações


  • Pacientes com Glasgow ≤8, excepto se forem entubados.
  • Ingestão de cáusticos ou corrosivos, com exceção do Paraquate, que, por ter efeito sistêmico muito importante, mesmo sendo cáustico, a lavagem gástrica é indicada.
  • Ingestão de hidrocarbonetos com alta volatilidade (solventes em geral).
  • Varizes de esôfago de grosso calibre.
  • Hematêmese volumosa.
  • Cirurgia recente do trato gastrintestinal (ex.: gastroplastia).
  • Ingestão de materiais sólidos com pontas.
  • Ingestão de pacotes contendo drogas.

Complicações


  • Intubação traqueal inadvertida.
  • Traumatismo de vias aéreas.
  • Laringoespasmo.
  • Pneumonia aspirativa.
  • Perfuração de esôfago ou estômago.
  • Hiperêmese.
  • Hemorragia gastrintestinal.

É importante ressaltar que as reavaliações do paciente devem ser frequentes, a cada 30 minutos ou menos, visto que ele inicialmente pode chegar acordado e evoluir para o coma, justificando a intubação para proteção de vias aéreas. Por isso, antes de iniciar o procedimento de lavagem gástrica, deve-se providenciar serviço de remoção para o encaminhamento dele para o pronto-socorro da região, o mais rápido possível.

Fonte : france-sante.org

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