Checklist pode ajudar na identificação de doentes com necessidade de cuidados paliativos

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Um estudo de investigadores australianos, publicado em Janeiro na BMJ Supportive & Palliative Care criou uma checklist que poderá ajudar os profissionais de saúde na identificação de situações em que os doentes poderão beneficiar mais de cuidados em fim de vida do que cuidados curativos.
O “CriSTAL” (assim se chama esta checklist) poderá desempenhar um papel fundamental no apoio aos profissionais de saúde na discussão com a familiar na inclusão dos doentes em cuidados paliativos, melhorando a qualidade de vida dos doentes em fim de vida. Segundo os autores esta ferramenta não se destina a limitar o acesso a cuidados curativos aos doentes idosos em estadio terminal, mas sim realizar uma avaliação séria e definir os doentes que têm elevada hipótese de morrer no 3 meses subsequentes, sendo assim um ponto de partida para uma comunicação honesta e séria com doentes e suas famílias, no que refere à tipologia dos cuidados a administrar.

Em Portugal existem cerca de 175 camas de cuidados paliativos. Segundo algumas notícias no final do ano existirão cerca de 350. Existem algumas equipas que fazem suporte em cuidados paliativos na comunidade e algumas equipas de suporte intra hospitalar. Contudo, parece ser nitidamente insuficiente para as necessidades do país nesta tipologia de cuidados. Segundo  Manuel Luís Capelas, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, cerca de dois terços dos doentes com patologias oncológicas incuráveis (cerca de 16 mil pessoas/ano) necessitam desta tipologia de cuidados.

Segundo o estudo “Preferências e Locais de Morte em regiões de Portugal em 2010″, de 2013, da Universidade de Coimbra e que faz parte do estudo internacional PRISMA, 51% dos portugueses preferem morrer em casa, 36% em cuidados paliativos e apenas 8% em hospitais. Contudo, segundo o Instituto Nacional de Estatística em 2010 61,7% deram-se em hospitais e 29,6% no domicílio, o que demonstra que não existe suporte na comunidade para que as pessoas possam morrer nos locais que mais desejam.

O investimento em cuidados paliativos é por isso fundamental para atingirmos níveis superiores de qualidade e mesmo maior produtividade dos Hospitais.

Fonte: newhealth

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