Ordem dos Enfermeiros quer mudar financiamento dos hospitais

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Hospitais devem ser pagos em função dos resultados para a vida dos doentes, não dos dias de internamento, defende a Ordem dos Enfermeiros

A Ordem dos Enfermeiros (OE) vai propôr uma alteração ao modelo de financiamento dos hospitais portugueses. As unidades de saúde devem passar a receber pelos resultados alcançados e pelas melhorias na vida dos doentes, especifica o bastonário Germano Couto .Este é um dos assuntos centrais que estará em debate no IV Congresso da Ordem dos Enfermeiros, que começa no domingo em Lisboa.

Para o bastonário, o actual modelo de financiamento é arcaico e está ultrapassado, focando-se apenas na medição da produção dos cuidados de saúde, através do número de doentes entrados, dos procedimentos realizados, dos recursos consumidos e dos tempos médios de resposta. Germano Couto pretende que os resultados dos hospitais sejam medidos em termos dos doentes tratados e das melhorias alcançadas na vida do doente.

"Actualmente, Portugal tem um modelo de financiamento das instituições de saúde tendo por base aspectos processuais, como número de consultas ou cirurgias. E não aspectos de resultados em saúde, ou seja, que melhorias é que a intervenção teve para um cidadão em particular", explica. Tomando como exemplo um doente com um AVC (acidente vascular cerebral), o hospital recebe exactamente o mesmo dinheiro,  independentemente da forma como o doente sairá do hospital, se mais ou menos independente.

"Nós não premiamos a intervenção com eficiência, mas sim o diagnóstico. O que a OE pretende é que este modelo de financiamento mude, porque não premeia o investimento na saúde do cidadão", defende Germano Couto.

"Na saúde há um conjunto de profissões que contribuem para a melhoria do utente. Termos um modelo de financiamento baseado unicamente numa profissão, na médica, é um erro. É o diagnóstico médico que continua a ser prevalente para a medição de resultados, mas todos os profissionais contribuem para a melhoria do doente", frisou. A OE convidou todas as administrações de hospitais públicos e privados para um debate sobre este tema durante o congresso, pretendendo que as unidades de saúde se candidatem, voluntariamente, a integrar uma experiência piloto de medição de resultados alcançados.

Esta experiência será acompanhada pelo Consórcio Internacional para a Medição de Resultados em Saúde, da qual a OE é parceira, que pretende verificar os ganhos em saúde obtidos, bem como os ganhos económicos de cada unidade.

Fonte: Público

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