Saúde no pós-troika. Menos medicamentos e mais baratos e menos consultas

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Estudo encomendado pela Ordem dos Médicos ao ISCTE traça cenário negro no acesso à saúde pelos portugueses.

O ano de 2011 marcou a entrada da troika em Portugal, mas também de um ciclo de maior degradação nas condições de acesso à saúde. Pelo menos, é essa a conclusão de um estudo que ouviu 3.000 médicos em todo o país. Os investigadores do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa avançam que os portugueses estão a ir a menos a consultas. E quando vão, pedem aos médicos que não prescrevam medicamentos, ou que quando o façam, optem pelos mais baratos.

Há ainda outra tendência relevante, segundo a investigação que se propõe a aferir o impacto da intervenção externa sobre o acesso e relação dos portugueses com a saúde, estão a aumentar os casos de abandono das terapêuticas prescritas.

O coordenador do estudo, Tiago Correia, não esconde que o fenómeno já terá começado antes da entrada da troika, mas que os dados recolhidos junto dos profissionais de saúde permitem concluir que pioraram nos últimos quatro anos.

Ainda assim, o investigador confessa à Renascença que o estudo não permite avaliar se esta situação decorre apenas das mudanças aplicadas no sector da saúde ou se decorrem de outras medidas mais abrangentes, como a quebra de rendimentos, que os portugueses enfrentaram.

Tiago Correia diz não ser possível dizer que há uma especialidade mais afectada do que as outras, e destaca que o nível de respostas que apontam para a quebra de acesso a consultas e à medicamentação é “transversal e alto”.

Em relação ao binómio público/privado revela: “Todas as tendências que encontrámos para o sector público também foram encontradas para o sector privado, mas no público são sempre mais elevadas”.O estudo do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE é apresentando esta segunda-feira, às 18h00.

Fonte: Renascença

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