Tratamento de feridas com Terapia de Vácuo (Terapia com Pressão Negativa)

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O tratamento de feridas que não cicatrizam demanda cuidados prolongados com hospitalização ou cuidados domiciliares com enfermagem especializada.

A cicatrização mais rápida destas feridas pode resultar em menor tempo de hospitalização e retorno mais rápido às funções habituais do paciente, resultando em diminuição dos custos diretos e indiretos.

Recentemente foi introduzido um curativo que utiliza um aparelho gerador de pressão sub-atmosférica, curativo com pressão negativa ou técnica do fechamento de feridas assistido a vácuo. Esta técnica consiste na colocação de um curativo com uma espuma de células abertas dentro da cavidade da ferida, recobertas com um plástico selante e a aplicação de pressão negativa controlada (usualmente 125mm Hg abaixo da pressão ambiente) com um sistema de drenagem das secreções da ferida. Esta técnica visa reduzir o edema, retirar o excesso de fluidos e melhorar a circulação local, o que levaria à maior granulação e, conseqüentemente, à aceleração do fechamento da ferida.

 

A Terapia por Pressão Negativa é realizada através da utilização de uma espuma de poliuretano ajustada ao tamanho e profundidade da ferida e coberta hermeticamente por um filme transparente. Este sistema, ligado, por um tubo coletor com o seu recipiente, a um aparelho controla eletronicamente a graduação da intensidade, da frequência (contínua ou intermitente) da pressão negativa subatmosférica requerida para cada caso, sendo aplicada para unir as bordas da lesão.

Trata-se de um sistema que usa pressão negativa (vácuo) controlada, que promove a cura de lesões ao acelerar a cicatrização.

Objetivo: Acelerar a cicatrização
– Aumento do fluxo sanguíneo (diminui o edema);
– Remove fluído (exsudato) da ferida;
– Estimula crescimento de tecido de granulação;
– Atrai as bordas da ferida ao centro;
– Prepara o leito da lesão para o fechamento.

INDICAÇÕES:
– Tratamento de feridas diabéticas de difícil cicatrização;
– Enxertos de pele;
– Feridas pós-deiscência de esternotomia (mediastinite);
– Feridas traumáticas (ortopédicas);
– Deiscência de sutura;
– Queimaduras;
– Úlcera por pressão;
– Síndrome do abdome aberto (deiscência abdominal com exposição de alças);
– Síndrome compartimental
– Síndrome de Fournier, fasceíte necrotizante e embolias cútis medicamentosas.

CONTRA INDICAÇÕES:
– Fistulas de grandes débitos;
– Tecido necrótico;
– Osteomielite não tratada;
– Malignidade da ferida;
– Sangramento ativo;
– Deficiências de coagulação;

Técnica: Uma esponja é recortada para cobrir exatamente a extensão da ferida e, então, é recoberta com plástico transparente e permeável ao vapor. Drenos ligam a esponja a um sistema coletor. Uma bomba portátil aplica pressão negativa de sucção de 125 mm Hg. A pressão sub-atmosférica é igualmente distribuída sobre toda a ferida e aspira todos os fluídos da mesma. Ao drenar os fluídos da ferida, o substrato para o crescimento de microorganismos é teoricamente removido. A pressão negativa deve acelerar a formação de tecido de granulação e aumentar o fluxo sanguíneo para a ferida, acelerando a cicatrização.

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