Controverso “viagra para mulheres” foi aprovado nos EUA

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As vantagens do medicamento foram descritas como inconclusivas por especialistas, mas a sua venda foi agora aprovada. Terá de fazer um longo caminho até chegar às farmácias na Europa.

À terceira foi de vez: após duas tentativas de fazer chegar ao mercado o chamado “Viagra feminino”, a Agência para a Alimentação e Medicamentos (FDA) norte-americana aprovou na madrugada desta quarta-feira o Addyi (flibanserin), o primeiro tratamento aprovado para aumentar o desejo sexual das mulheres.

O comprimido cor de rosa, produzido pela Sprout Pharmaceuticals, destina-se a mulheres em pré-menopausa e com falta de desejo sexual. Segundo a BBC, deve ser tomado todas as noites para ter efeito.

Mas os seus efeitos são “modestos”, admitem peritos citados pela BBC, fazendo a comparação com o Viagra cair por terra – enquanto o comprimido azul se destina ao tratamento da disfunção eréctil no homem, o comprimido cor de rosa propõe-se a aumentar o desejo, a libido, uma área em que até o diagnóstico pode ser mais difícil.

Assim, o flibanserin atua no cérebro, tendo como alvo os neurotransmissores que atuam na sensação de recompensa e prazer e que influenciam o humor.

Aliás, as duas primeiras tentativas de fazer aprovar o medicamento, em 2010 e 2013, tinham falhado porque os especialistas descreveram as vantagens do Flibanserin como inconclusivas. Segundo documentos na página na Internet da FDA, as mulheres que tomaram o medicamento indicaram ter tido 4,4 relações sexuais satisfatórias num mês, contra 3,7 das do grupo que ingeriu apenas um placebo. Antes do tratamento, a frequência era de 2,7.

As duas primeiras tentativas falharam também por causa dos efeitos secundários significativos, incluindo náuseas, tonturas e sonolência.

A FDA seguiu agora as recomendações de um comité consultivo de peritos que voltou em junho a recomendar a comercialização do medicamento. “Esta é claramente uma área em que as necessidades médicas não estão a ser satisfeitas”, diz o relatório da FDA.

Apesar da aprovação nos EUA, o caminho do medicamento até chegar às farmácias europeias e portuguesas pode ser longo: a empresa tem agora de submeter o medicamento para aprovação pela autoridade do medicamento europeia.

Fonte: Diário de Notícias

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