Seringas sem agulha já são uma realidade

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Uma empresa criada por investigadores da Universidade de Coimbra vai iniciar a comercialização de uma seringa laser, sem agulhas, para aplicação na pele de substâncias com finalidades terapêuticas e destinada a ser usada na área da estética.

“O nosso primeiro alvo é a medicina estética”, disse à agência Lusa, Gonçalo Sá, da LaserLeap Technologies, adiantando que o novo equipamento não estará acessível ao público, mas sim a profissionais da área da dermoestética, como cirurgiões plásticos, dermatologistas e médicos estéticos.

A seringa laser diferencia-se das seringas de agulhas por ser indolor e não deixar marcas na pele: através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma “espécie de tremor de terra”, deixando-a “durante alguns segundos permeável”, o que facilita a aplicação do fármaco, que pode ser aplicado em creme ou gel, explicou o investigador Carlos Serpa, aquando da apresentação do protótipo, no verão de 2012.

Adiantou que o fármaco “surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos”.

A nova seringa chega agora ao mercado depois de dois anos de produção do dispositivo e da realização de diversos testes envolvendo médicos e pacientes.

Recentemente, de acordo com Gonçalo Sá, a LaserLeap Technologies assinou um acordo com seis médicos estéticos que vão utilizar a seringa laser num total de 60 pacientes, em tratamentos de rejuvenescimento da pele, nomeadamente para garantir a absorção de ácido hialurónico, substância usada para recuperar rugas e hidratar a pele.

Em 2016, os responsáveis da empresa que começou a ser pensada há oito anos no departamento de Química da Universidade de Coimbra e que está instalada na incubadora de empresas de base tecnológica do Instituto Pedro Nunes, deverão avançar com testes piloto para poderem vir a produzir uma seringa laser que possa ser utilizada na área clínica, concretamente na dermatologia.

Segundo Carlos Sá, os testes visam a utilização de uma seringa laser na promoção da analgesia local e no tratamento da dermatite atópica, doença crónica da pele.

Fonte : Lusa/SOL

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