Alunos querem menos vagas nos cursos de medicina. Ordem apoia

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O Governo recebeu uma proposta dos estudantes de medicina para analisar a situação das vagas nas universidades.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) fez chegar uma proposta ao Governo com o intuito de reduzir as vagas dos cursos de medicina para que a qualidade do ensino seja assegurada, assim como as vagas para as especialidades médicas e para a entrada no mercado de trabalho.

Tendo em conta a proposta, os estudantes creem que o sistema agora em vigor pode “hipotecar a qualidade da formação médica, [e] a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população, quer na sua componente científica, quer técnica ou humana”. Assim, os futuros médicos solicitam que haja uma diminuição de vagas, mantendo o financiamento do Estado, já que os rácios estudante-tutor são vistos como excessivos.

“Esta proposta, que vem em linha com as recomendações já enunciadas, poderá traduzir-se, ao final de 5 anos, numa redução de cerca de 1800 para cerca de 1300 estudantes de Medicina por ano”, pode ler-se na proposta.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, André Fernandes, presidente da ANEM, explicou que estes números “serão suficientes” para que haja vagas na especialidade para os alunos que tiram o curso em Portugal e também para aqueles que vêm do estrangeiro.

Quanto ao financiamento, o responsável explicou que se pede uma redução das vagas, mas que os valores atribuídos não diminuam. “Se queremos aumentar a capacidade formativa, não temos só de reduzir os estudantes mas temos de manter as condições que existem atualmente”, frisou.

A Ordem dos Médicos está ao lado da ANEM, referindo que “esta proposta formal não traz nada de novo relativamente àquilo que são as propostas da Ordem dos Médicos”. “Temos alunos a mais para as capacidades formativas pré-graduadas, pós-graduadas e para as necessidades do país”, explicou o Bastonário José Manuel Silva ao Notícias ao Minuto.

“Achamos que esta é uma solução equilibrada. Esta proposta mantém uma margem de segurança relativamente às necessidades do país”, salvaguardou, mostrando que esta decisão não prejudicará os doentes nacionais.

O presidente da ANEM referiu ainda que, além da proposta entregue ao Governo, foi solicitada uma audiência a todos os partidos com assento parlamentar, à qual Bloco e PSD já responderam positivamente.

Fonte: Notícias ao minuto

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