As 15 respostas que as mulheres mais procuram

Fonte de imagem: Pixabay
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Por muitas semelhanças que apontem, a verdade é que elas são (mesmo muito) diferentes deles. E, como tal, muitas das preocupações e dos problemas de saúde também são distintos

Existem muitos problemas de saúde exclusivos das mulheres, muitos deles na origem de outras tantas interrogações. São claras e diretas e foram-nos dadas por conceituados especialistas. Um cardiologista, uma reumatologista, uma ginecologista e um psicólogo esclarecem todas as suas dúvidas sobre saúde feminina, incluindo a física e a emocional. Ao todo, são mais de 15 regras essenciais e conselhos práticos que a vão ajudar a viver mais e melhor!

1. Existe alguma forma de escapar ao cancro da mama?

«Sim. A paciente deverá fazer o autoexame mamário, segundo a orientação do seu médico assistente. Nesta patologia, não deve ser esquecida a história familiar que tem o seu peso na prevenção», sublinha Clara Bicho, ginecologista e obstetra no British Hospital Lisbon XXI, em Lisboa.

2. É possível superar uma infidelidade?

«Sim, é possível gerir a experiência, exprimindo as emoções e os pensamentos ao parceiro (incluindo os medos e as deceções), mas evitando uma exaltação e acusação que apenas pode piorar a situação», destaca Fernando Magalhães, psicólogo clínico no Centro Clínico e Educacional da Boavista, no Porto.

«Pode ser uma oportunidade para ambos repararem nos problemas da relação, as insatisfações do outro, as próprias expectativas, o que precisa de mudar na relação… E, muito importante, evitar tomar decisões a quente. É possível integrar o acontecimento e ultrapassar a necessidade de apropriação do outro», sugere o especialista.

3. É mais difícil engravidar depois dos 35 anos?

«Não, a não ser que exista uma patologia associada», assegura Clara Bicho, ginecologista e obstetra no British Hospital Lisbon XXI.

4. Qual a melhor opção para levar as compras? Em sacos ou num carrinho?

«Qualquer uma das opções é aceitável, dependendo do seu estado físico e do peso que tem de carregar. Como medida de proteção do aparelho locomotor, o que se recomenda é a repartição da carga de forma equilibrada. Portanto, se vai carregar sacos, divida o peso pelos dois braços. Se já tem alguma dificuldade ou problema articular, talvez seja preferível usar um carro de compras», recomenda Viviana Tavares, presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS).

5. Com que regularidade devo consultar o ginecologista?

«Ao iniciar a sua vida sexual deverá fazer uma primeira consulta de ginecologia. A regularidade das consultas daí em diante deve ser orientada pelo médico, bem como os exames importantes para cada caso», aconselha Clara Bicho, ginecologista e obstetra.

6. Os saltos altos fazem mal à coluna? Porquê?

«Quer sejam saltos agulha ou saltos mais largos, são prejudiciais para a coluna por alterarem o centro de gravidade do corpo, deslocando o peso para a frente. Para se equilibrarem e não caírem para a frente, as mulheres necessitam de alterar a postura e fazer um esforço muscular acrescido», afirma Viviana Tavares, presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS).

«Este, coloca uma carga excessiva nos músculos da coluna lombar, produzindo assim uma curvatura exagerada que leva ao aparecimento de dores lombares. Para além disso, o uso de saltos altos é tambem prejudicial para os joelhos e para os pés», acrescenta a especialista.

«Podem ser mais elegantes, mas não devem ser usados por muito tempo, devendo ser alternados com saltos de altura adequada (entre dois a três centímetros). Se não pode passar sem eles, faça exercícios de alongamento aos músculos da barriga da perna, para evitar o encurtamento musculo-tendinoso provocado pelo uso crónico dos saltos altos», conclui.

7. Existe uma síndrome da mulher perfeita?

«Diria que algumas pessoas centram-se em procurar uma suposta perfeição, querendo ter comportamentos tão ideais que nunca vão conseguir e que apenas levam a uma grande ansiedade e frustração. As pessoas felizes assumem-se como imperfeitas e não procuram o controlo do mundo», constata o psicólogo clínico Fernando Magalhães.

8. Em que fases da vida devo vigiar mais o meu colesterol?

«Durante toda a vida e desde a infância, em particular as crianças que herdaram hipercolesterolemia familiar, que devem começar logo a tomar estatinas para evitar complicações cardíacas e cerebrais precoces», sublinha Fernando de Pádua, presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (INCP).

«Os pais com colesterol acima de 300 mg/dl devem fazer o despiste do gene da hipercolesterolemia familiar com os filhos, antes dos 10 anos de idade. Em contrapartida, depois dos 80 anos de idade, não há estudos que comprovem os benefícios de tratar o colesterol elevado face aos eventuais riscos», acrescenta.

9. O que são os miomas? Podem degenerar em cancro?

«Os miomas são tumores benignos do útero, contudo devem ser vigiados porque uma pequena percentagem podem degenerar e tornar-se cancerígenos», recomenda a ginecologista e obstetra Clara Bicho.

10. Ao chegar à menopausa, o risco de doenças cardiovasculares aumenta? Porquê?

«Sim. Não se sabe bem porquê. Pensava-se que era devido à falta de hormonas femininas, mas já se experimentou substituí-las e não se verificaram melhorias», sustenta Fernando de Pádua, presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (INCP). «Por isso, dar hormonas na menopausa para prevenir doenças cardiovasculares, não. Só para minorar transtornos como os afrontamentos», afirma .

11. Durante a menopausa, quais os benefícios e os riscos da terapia de substituição hormonal?

«A orientação da terapêutica hormonal de substituição (THS) deve ser sempre conduzida pelo médico que avalia caso a caso os benefícios e os riscos, no caso desta ter indicação», especifica a ginecologista Clara Bicho. «Os benefícios são fundamentalmente do bem-estar da mulher quer ao nível psicológico, quer ao nível sexual», acrescenta.

«Os riscos são fundamentalmente maiores nas mulheres que fazem a THS sem orientação médica e que podem desenvolver doença cardiovascular e neoplásica (cancros, nomeadamente da mama e do endométrio)», diz ainda a especialista.

12. As mulheres fumadoras têm maior risco de osteoporose?

«Sim, têm maior risco de osteoporose e de fraturas. O tabaco está associado a uma diminuição da massa gorda corporal e a uma diminuição da produção de estrogénios, necessários para a saúde do osso. Por outro lado, o tabagismo está, em regra, associado a outros estilos de vida nocivos para o osso, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e ausência de exercício físico», refere Viviana Tavares, presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS).

13. Como aumentar a autoestima?

«Reforçar uma boa autoestima é um processo dinâmico, que importa praticar, adoptando uma filosofia de vida que nos permita lidar de forma construtiva e flexível com os problemas, como a aceitação incondicional de nós próprios, enfatiza o psicólogo clínico Fernando Magalhães. «Isso implica reconhecer que o mundo e as pessoas são imperfeitos e, como tal, podemos sempre mudar, aprender e evoluir», acrescenta.

Estes são os oito conselhos do especialista para o conseguir:

– Combater a voz crítica interior que nos julga de forma implacável, que nos paralisa e nos faz sentir mal

– Evitar a comparação com as imagens irrealistas e até machistas da publicidade (desde o corpo perfeito à dona de casa ideal)

– Não depender da aprovação dos outros

– Eliminar as emoções inúteis de culpa, do medo de falhar, preocupação e perfeccionismo

– Manter um balanço de vida que reconhece os nossos pontos fortes e aceita aspetos em que podemos mudar ou progredir

– Fazer atividades que nos dão prazer e gratificação

– Estimar o corpo, tratando-o bem, o que implica ter uma alimentação equilibrada, dormir o suficiente e fazer exercício físico

– Agir e não adiar sucessivamente as tarefas com medo de falhar

«A ação ajuda a manter a confiança de que somos capazes e a aprender com as experiências de vida», enuncia o especialista.

14. Tenho 45 anos. Qual o tipo de exercício físico mais adequado à minha idade?

«Se não tem nenhum problema de saúde e não está habituada a praticar exercício, os objetivos são fortalecer a massa muscular e a massa óssea, melhorar a postura e não prejudicar as articulações. Deve preferir os exercícios em carga (em que suporte o peso do corpo) e de baixo impacto», aconselha Viviana Tavares, presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS).

«Pode também optar por exercícios que melhorem a postura e o equilíbrio. A natação e a hidroginástica são também boas opções. Tudo depende do seus gostos, da sua motivação e disponibilidade e dos seus objetivos. Não se esqueça de falar com o seu médico e com um especialista em exercício», aponta ainda a especialista.

15. O que é a depressão pós-parto? Por que acontece?

«Trata-se de um conjunto de sintomas que surgem por volta da primeira semana após o parto e pode atingir cerca de 20% das mulheres. Os sintomas são os mesmos da depressão, geralmente tristeza, apatia, choro, irratabilidade, variações do humor, insónia e por aí fora», especifica o psicólogo clínico Fernando Magalhães.

«Na sua origem estão fatores biológicos (uma variação das hormonas sexuais e a genética) e fatores psicológicos, incluindo a ansiedade para lidar com uma situação nova, a responsabilidade acrescida, a falta de suporte social ou ainda a falta de apoio de outras pessoas», conclui.

Fonte: Banco da Saúde

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