Bastonária dos Enfermeiros denuncia empresas que pagam três euros à hora

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Ana Rita Cavaco volta a provocar polémica, desta vez a propósito dos salários dos enfermeiros. Há pouco tempo entrou na discussão da eutanásia e as suas afirmações à Renascença foram uma pedrada no Serviço Nacional de Saúde: “Vivi situações pessoalmente, não preciso de ir buscar outros exemplos. Vi casos em que médicos sugeriram administrar insulina àqueles doentes para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no SNS sabe que estas coisas acontecem por debaixo do pano, por isso vamos falar abertamente”, sublinhou na altura Ana Rita Cavaco. “Não estou a dizer que as pessoas o fazem, estou a dizer que temos de falar sobre essas situações.”

Ontem, no parlamento, a bastonária dos enfermeiros denunciou que existem empresas de contratação de enfermeiros que recebem milhares de euros do Estado e estão a pagar aos profissionais apenas três euros por hora, instando as autoridades a investigarem esta situação.

Durante a sua audição na comissão parlamentar de Saúde, Ana Rita Cavaco, citada pelo “Observador”, afirmou que há hospitais que estão a contratar através dessas empresas, mas escusou-se a dizer que unidades de saúde são essas, afirmando que tal ultrapassa as suas competências.

A propósito, considerou que o Estado, designadamente a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), deve investigar essas empresas de contratação de enfermeiros, “a quem interessa ter essas empresas e a quem pertencem essas empresas que levam do Estado milhares de euros, a pagar ao enfermeiro três euros à hora”.

Para a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, situações destas é que “estão a pôr em risco a vida das pessoas, pois, tal como a OCDE veio dizer recentemente, os baixos salários dos enfermeiros estão a prejudicar a prestação de cuidados de saúde às pessoas”.

Ana Rita Cavaco questionou este tipo de opção de recorrer a empresas, que “sai muito mais cara” ao Estado, em vez de contratar enfermeiros, “que são necessários”. A propósito, salientou que “faltam enfermeiros no país todo” e que a ordem já está a fazer o levantamento das necessidades. A responsável garantiu que por todo o país as unidades de saúde têm falta de enfermeiros e exemplificou com uma unidade de agudos que tem dois enfermeiros para 80 doentes e um serviço de pediatria que conta com dois profissionais para oito crianças.

Fonte: SOL

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