Boletim de vacinas digital a partir de maio

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Os boletins de vacina em papel vão acabar. A partir do próximo mês passa a existir o boletim de vacinas digital.

“Já no próximo mês será anunciado o Simplex infantil e juvenil que irá incluir O Nascer Utente, o e-vacinas e o e-boletim. O programa nacional de vacinação será atualizado através de um programa digital que irá atualizar a informação e que permitirá a desmaterialização do boletim e a partilha de informação e monitorização centralizada dos indicadores”, explicou o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na Comissão Parlamentar de Saúde.

O e-boletim é um projeto iniciado pela Direção-Geral da Saúde em 2014 e esperava-se que arrancasse no terreno no final daquele ano. A grande vantagem é que será possível aceder à informação em qualquer centro de saúde onde a criança ou o adulto se desloque para fazer as suas vacinas. A outra é que no caso de perder o boletim já não haverá dificuldades em recuperar os dados.

Hospitais pequenos pedem ajuda aos maiores

Questionado sobre tempos de espera e a realização de cirurgias, nomeadamente oncológicas, realizadas acima do tempo máximo de resposta garantido, o ministro da saúde afirmou que serão muito exigentes na monitorização diária, nesta e nas restantes áreas de cuidados. “Os tempos de espera oncológicos são inaceitáveis. Assumimos o compromisso de fazer tudo para que no futuro possamos dizer que não há nenhum doente oncológico a violar tempos máximos de resposta”, disse, anunciando que “haverá relatórios mensais com todos os dados”.

Sobre os motivos dos atrasos e como resolver a questão, lembrou que a partir do final do mês entrará em vigor o livre acesso no SNS. “Uma coisa é falta de médicos, outra coisa é ter meios e não ter organização. Não podemos sacrificar o acesso das populações por um problema de organização, que temos. Vamos implementar no final de abril o livre acesso, mediado pelo médico de família. O mesmo para as consultas”, disse, esclarecendo que, se o hospital de referência do doente não tiver capacidade de resposta, o médico de família poderá encaminhar para um outro com menor tempo de espera.

Adalberto Campos Fernandes avançou que ainda este mês o ministério vai criar uma plataforma de gestão partilhada de recursos, onde os hospitais podem colocar informação sobre o que lhes falta para que outras unidades os possam ajudar. “Vamos lançar dentro de poucos dias a plataforma de gestão partilhada de recursos do SNS. Um hospital de pequena dimensão pode pedira um hospital maior que o ajude. Coloca na plataforma o que lhe falta e o outro oferece o que tem a mais. Tudo dentro do SNS”, explicou o ministro, salientando que desta forma não serão enviados para o sistema de gestão de cirurgias doentes para o privado se houver resposta no serviço pública.

Fonte: DN

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