Principais Interações Medicamentosas

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Interação é uma reação química resultante da mistura entre dois ou mais medicamentos, formando uma terceira substância, com características indesejáveis ao organismo por causarem modificações na absorção, distribuição, biotransformação, excreção e até mesmo na ação de alguns fármacos, comprometendo a eficácia dos mesmos.
A Interação também se dá com a mistura de medicamentos e alimentos.

Classificação das Interações Medicamentosas

Didaticamente, costuma-se classificar as interações medicamentosas em dois grandes grupos:

a) INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS – são as que ocorrem na absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos.

– Interações na Absorção dos Fármacos – quando fármacos interagem no organismo, um ou mais deles podem ficar insolúveis no estômago, impossibilitando a absorção. Também podem ocorrer alterações na motilidade intestinal ou um fármaco alterar o Ph gástrico ou entérico, comprometendo a absorção do outro fármaco.

– Interações na Distribuição dos Fármacos – alguns fármacos são distribuídos no organismo pela ligação a proteínas plasmáticas. Muitas vezes um fármaco pode comprometer a ligação de outro a essas proteínas, prejudicando a sua distribuição.

– Interações na Biotransformação dos Fármacos – a biotransformação dos fármacos no interior do organismo ocorre principalmente no fígado, através de reações bioquímicas catalisadas por enzimas. Determinados fármacos têm a capacidade de estimular a ação dessas enzimas (indutores enzimáticos) e outros de inibi-las (inibidores enzimáticos). Portanto, sua administração em conjunto com outros agentes pode provocar a indução ou inibição enzimática, levando à perda ou redução de ação do segundo fármaco ou, em alguns casos, acelerando sua excreção.

– Interações na excreção dos Fármacos – os fármacos são eliminados do organismo principalmente por via retal, através de mecanismos específicos. Quando ocorrem interações medicamentosas, alterações nesses mecanismos podem levar ao retardo ou aceleração da excreção dos fármacos, ocasionando modificações nas suas concentrações e possibilitando o prolongamento ou redução de sua ação.

b) INTERAÇÕES FARMACODINÂMICAS – são as que interferem na ação dos fármacos envolvidos, o que pode resultar na potencialização dos efeitos (Sinergismo) ou na exacerbação de um ou mais efeitos colaterais. Algumas interações podem gerar efeitos antagônicos (resultados opostos). Assim, quando dois fármacos atuam em um mesmo receptor no organismo e são administrados simultaneamente, pode ocorrer competição pelo receptor, comprometendo a ação terapêutica.
Comentários:

Substâncias que devem ser tomadas com estômago vazio e muita água:

– Cefalexina
– Tetraciclina
– Penicilina
– Eritromicina
– Pantomicina
– Compostos de Diazepam com Ergotamina e propantelina

Substâncias que não devem ser tomadas com leite:

– Sais de Ferro
– Bisacodil
– Antibióticos

Os antibióticos nunca devem ser misturados com Vitamina C ou qualquer substância que a contenha (sucos cítricos), pois a mesma inibe a ação dos antibióticos. O cálcio contido no leite reduz a absorção dos antibióticos.

Medicamentos que devem ser tomados junto com alimentos:

– Ácido Acetilsalicílico
– Fenitoína
– Metoclopramida
– Carisoprodol
– Amiodarona
– Reserpina
– Teofilina
– Cinarizina
– Prednisona
– Analgésicos
– Antiinflamatórios

Nunca misturar com outros medicamentos:

– Prometazina
– Diazepan
– Digoxina
– Dexametazona
– Cloreto de Potássio

Tais medicamentos quando associados formam precipitados e compostos indesejáveis ao organismo.

Nunca usar fazendo uso de bebidas alcoólicas:

– Analgésicos fortes
– Tranqüilizadores
– Anticonvulsivantes
– Neurolépticos
– Hipnóticos
– Anti–histamínicos
– Barbitúricos
– Antibióticos

Nunca misturar os seguintes medicamentos injetáveis:
AMPICILINA COM:

– Lincomicina
– Gentamicina
– Cloranfenicol
– Tetraciclina
– Liquemine
– Amicacina
– Hidrocortisona
– Oxitetraciclina

CEFALOTINA COM:

– Anti-histamínico
– Gentamicina
– Eritromicina
– Cálcio
– Amicacina
– Aminofilina
– Fenobarbital
– Liquemine
– Oxitetraciclina
– Penicilina G Potássica
– Pentobarbital

GENTAMICINA COM:

– Anfoterecina B
– Liquemine
– Cefalotina
– Ampicilina
– Penicilina G Potássica
– Oxacilina
– Carbenicilina

CLORANFENICOL/TETRACICLINA COM:

– Anfoterecina B
– Aminofilina
– Ampicilina
– Carbenicilina
– Cálcio
– Riboflavina
– Oxacilina
– Cefalotina
– Prometazina
– Hidrocortisona

OXACILINA COM :

– Complexo B
– Tetraciclina
– Gentamicina
– Tianfenicol

Observações importantes: Evite misturar um medicamento com outro na mesma seringa.

Interações medicamentosas mais importantes do ponto-de-vista clínico, relacionadas às drogas habitualmente usadas:

DROGA ASSOCIADA COM EFEITO

Antiinflamatórios não esteróides (em geral) Ácido Fólico Diminuição do efeito terapêutico dos antiinflamatórios

Anticoagulantes orais Aumento no risco de hemorragias
Anti-hipertensivos (bloqueadores beta e diuréticos) Redução do efeito
anti-hipertensivo

Diuréticos Insuficiência renal aguda em pacientes desidratados

Glicocorticóides (corticosteróides) Maior possibilidade de surgimento de efeitos colaterais indesejáveis
Heparina
(via parentera) Aumento no risco de hemorragias
Sais de Lítio A indometacina, cetoprofeno, ácido mefenâmico, clometacina, fenilbutazona, diclofenaco, piroxican e ibuprofeno aumentam as concentrações séricas de lítio em 30 a 60%
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) em geral Anticoncepcionais orais (Associações estrógeno/ progestágenos) Diminuição da eficácia do anticoncepcional
Corticóides Diminuição da eficácia dos corticosteróides
Teofilina e derivados Diminuição das taxas plasmáticas e da atividade da teofilina

Antidepressivos tricíclicos (em geral) Anticonvulsivantes Os antidepressivos tricíclicos favorecem o aparecimento de convulsões

Benzodiazepínicos (em geral) Cimetidina A administração de cimetidina e alguns benzodiazepínicos (alprazolam, clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e triazolam) resulta em diminuição do clearence plasmático e aumento da meia vida plasmática e concentração destes benzodiazepínicos. Além disso, foi observado um aumento do efeito sedativo em alguns pacientes tomando cimetidina e benzodiazepínicos.

Digoxina
O diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina, com aumento da meia vida plasmática e risco de toxicidade. Este efeito foi também relatado com o alprazolam.
Glicorticóides
(Corticosteróides/ Corticóides) em geral Anticoagulantes Orais Aumento no risco de hemorragia conseqüente à terapia corticosteróide (mucosa digestiva, fragilidade vascular).
Anticoncepcionais Orais Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da predinisolona. Provavelmente, vale para todos os corticosteróides.

Glicocorticóides (Corticosteróides/ corticóides) em geral Digitálicos Predisposição para toxicidade digitálica

Diuréticos depletores de potássio (ácido etacrínico, furosemida, tiazídicos) e outras drogas depletoras de potássio (anfoterecina B) Podem aumentar a depleção de potássio, que é um dos efeitos dos corticosteróides.

Antidiabéticos orais (em geral) Derivados pirazolônicos A administração de fenilbutazona e outros derivados pirazolônicos concomitantemente aos antidiabéticos orais pode potencializar a atividade hipoglicêmica.
Isoniazida Redução da eficácia dos antidiabéticos orais. Pode, entretanto, aparecer o inverso, ou seja, uma potencialização da hipoglicemia.

Anticoncepcionais orais (em geral) Anti-hipertensivos Os anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.

Antiinfecciosos ( Ampicilina, Cloranfenicol, Neomicina, Nitrofurantopina, Penicilina V, Sulfonamidas, Tetraciclinas) Diminuição do efeito anticoncepcional causado por todos os antiinfecciosos que atuam sobre a flora intestinal.
Betabloqueadores Acúmulo do betabloqueador.
Risco de intoxicação.
Corticosteróides Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da prednisolona. Provavelmente, válido para todos os corticosteróides.

Anticoncepcionais orais (em geral) Indutores de enzimas microssônicas (Rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fnitoína, primidona, griseofulvina ) Diminuição do efeito anticoncepcional. Em relação à fenitoína: possibilidade de aparecimento de convulsões. (entretanto, é duvidosa esta interação).

Anticoagulantes orais (em geral) Anticoncepcionais orais Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.

Cimetidina Aumento dos efeitos dos anticoagulantes.

Clorafenicol Aumento dos efeitos dos anticoagulantes e no risco hemorrágico.

Clortalidona (e outros diuréticos tiazídicos) Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.

Diuréticos depletores de potássio ou hipocalemiantes (Tiazídicos e similares, como a clortalidona, incluindo ácido tienílico e indapamida, e diuréticos de alça como ácido etacrínico, bumetanida e furosemida) em geral. Alguns antiarrítmicos (Bepridil, antiarrítmicos do tipo quinidínico, sotalol, amiodarona). Aumento dos efeitos dos antiarrítmicos, com possibilidade de intoxicação.
Bloqueadores neuromusculares não desporizantes Prolongamento do bloqueio neuromuscular.
Digitálicos Aumento dos efeitos tóxicos dos digitálicos.

O que são anticorpos e antígenos?

Resumidamente, podemos dizer que antígeno é toda a substância estranha ao organismo que, por qualquer motivo, penetra ou tenta nele penetrar. Já os anticorpos são substâncias próprias do organismo, isto é, produzidas por ele, que destróem ou tentam destruir os antígenos que invadiram o corpo.

Tipos de Imunização:

Existem dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva. A imunidade ativa desenvolve-se quando o próprio organismo produz os anticorpos (vacina). A passiva não é uma imunidade definitiva e desenvolve-se quando o indivíduo recebe anticorpos já formados em outro organismo (soro).

Fonte: boaspraticasfarmaceuticas.

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