CDS estima que doentes percam 200 mil horas de enfermagem por causa das 35 horas

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As contas dos centristas valem para a primeira semana de entrada em vigor das 35 horas de trabalho semanais. Ministro da Saúde tranquiliza utentes.

O CDS estima que os doentes fiquem sem 200 mil horas de cuidados de enfermagem logo na primeira semana de entrada em vigor das 35 horas de trabalho semanais, enquanto o ministro garante que os utentes podem ficar tranquilos.

“Como é que vão funcionar os hospitais daqui a uma semana”, perguntou a deputada do CDS-PP Cecília Meireles ao ministro da Saúde hoje no parlamento, questionando-o sobre quantos profissionais já contratou para fazer face à passagem das 40 para as 35 horas semanais na função pública a partir de 1 de julho.

O ministro Adalberto Campos Fernandes disse que o Governo está a trabalhar para ir “ajustando as necessidades” nos serviços que funcionam por turnos, como os hospitais. Nos restantes, sem trabalho por turnos, a situação está acautelada, acrescentou. “O Governo compromete-se que não há nenhum motivo de preocupação, a questão será gerida com muita tranquilidade”, afirmou o governante durante o debate parlamentar a pedido do CDS.

Para a oposição, a atual maioria transformou as 35 horas de trabalho na função pública numa “monumental trapalhada” que na saúde é “particularmente” inquietante. “Daqui a oito dias os doentes do SNS vão ficar, imediatamente, sem cerca de 200 mil horas de cuidados de enfermagem logo na primeira semana. O mesmo será verdade em relação a outros profissionais como médicos, técnicos superiores de saúde e assistentes operacionais”, declarou a deputada Cecília Meireles.

O CDS pretendeu saber quantas contratações já realizou o Ministério da Saúde, vincando a necessidade de perceber “como vão funcionar os hospitais” a partir de 1 de julho. Em resposta ao CDS, PS, PCP e Bloco de Esquerda ironizaram com a pretensa preocupação dos partidos que apoiavam o anterior Governo, acusando-os m desmantelado o Serviço Nacional de Saúde e de o ter depauperado em termos de recursos humanos.

Na luta de números sobre profissionais entrados e saídos, o PS afirmou que atualmente há mais 1.389 médicos no Serviço Nacional de Saúde do que no final do anterior Governo. De acordo com a socialista Antónia Almeida Santos, há atualmente 26.697 médicos no SNS quando no final do anterior Governo eram 25.308.

 

Fonte: Público

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