35 horas dividem na saúde

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9500 enfermeiros vão continuar a trabalhar 40 horas por semana.

A lei que repõe as 35 horas de trabalho semanal para a Função Pública entrou esta sexta-feira em vigor, com o setor da Saúde a protestar com anúncios de greve e o Governo a tomar medidas para evitar o caos.

“Estamos a falar de um universo de 9500 enfermeiros, dos 38 mil no Serviço Nacional de Saúde, que ficam com as 40 horas semanais”, conta ao CM Guadalupe Simões, do SEP.

José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), disse ao CM que ontem, após o anúncio de greve para os dias 28 e 29 de julho, houve nova reunião negocial com o ministério liderado por Adalberto Campos Fernandes.

“O Ministério da Saúde vai apresentar ao sindicato, no dia 8, uma nova versão da proposta de lei que regulamenta os atos dos profissionais de saúde”, que na atual coloca os enfermeiros como “meros executores das prescrições médicas”, que tira competências “que ganhámos há 20 anos”.

Apesar deste recuo da tutela, a mobilização para a greve “mantém-se”, garantiu o dirigente sindical ao CM. O SEP e o Governo voltam, entretanto, a sentar-se à mesa das negociações no dia 12. Nessa altura será para falar da situação dos cerca de 9500 enfermeiros com contrato individual de trabalho (CIT), excluídos da lei das 35 horas.

Os enfermeiros marcaram ainda uma concentração nacional para dia 29 de julho, em frente ao Ministério da Saúde, e não descartam a hipótese de alargar a greve para os meses de agosto e setembro.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, lamentou que “as posições se tenham extremado”, acredita que vai “haver entendimento”, mas diz que as 35 horas têm de ser para todos”.

Veja também o artigo “Ordem dos Enfermeiros promete continuar a construir o caminho”

Já Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), garantiu ao CM que os “médicos estão solidários”, porque “essa história de enfermeiros de primeira e de segunda é inqualificável”.

Mas os médicos também não estão satisfeitos com as decisões da tutela. “O Governo obriga os médicos a fazer mais de 500 horas extras por ano.” E o SIM “não quer fazer mais de 150 horas extras, tal como os outros funcionários públicos”.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

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