Diretor Geral da Saúde quer farmácia tradicional chinesa em hospitais

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O diretor-geral da Saúde (DGS), Francisco George, afirmou ontem, em Coimbra, esperar que, brevemente, haja medicina e farmácia tradicionais chinesas nos hospitais de Portugal.

As declarações surgem inseridas na inauguração do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra, que tem como objetivo principal ser um espaço para a promoção da medicina tradicional chinesa, além da promoção da língua e da cultura chinesas. Marcaram presença no evento o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, Feng Pei, da Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, Fang Ziangiao, da Universidade de Medicina Chinesa de Zheijiang, e o embaixador da China em Portugal, Cai Run.

Nas palavras de Francisco George, estamos no “tempo certo” para avançar com as “práticas tradicionais, incluindo a farmácia tradicional chinesa”, nos hospitais portugueses.

“Temos mente aberta”, e não se podem “ignorar os efeitos benéficos” que este tipo de medicina e farmácia “pode ter para a população”, sublinhou o responsável.

Dirigindo-se a uma plateia composta essencialmente por público chinês, Francisco George recordou que, desde 2005, há uma lei que enquadra as chamadas terapêuticas não convencionais, onde está incluída a medicina tradicional chinesa, estando essa lei “finalmente regulamentada”. “Ultrapassada a fase do quadro legal, que está afinado”, há que avançar com o processo educativo e assegurar a integração destas terapêuticas no sistema de saúde. Em Portugal, “é tempo agora de trabalhar no sentido de formar médicos para praticarem medicina tradicional”, esperando que as duas terapêuticas possam conviver “um dia” nos hospitais nacionais.

“Não é possível ignorar os sucessos alcançados”, realçou Francisco George, considerando que a regulamentação é fundamental para “distinguir a má prática da boa prática”, sendo necessário trabalhar no sentido de formar médicos para praticarem medicina tradicional”, esperando que as duas terapêuticas possam conviver “um dia” nos hospitais nacionais mediante regulamentação, o que é fundamental para “distinguir a má prática da boa prática”.

Fonte: Jornal Médico

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