Enfermeiros marcam greve para 28 e 29 de Julho

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Os enfermeiros vão realizar uma greve nacional nos dias 28 e 29 de julho contra a não aplicação das 35 horas de trabalho semanal, informou hoje o SEP.

O dirigente do Sindicatos dos Enfermeiros Portugueses (SEP) ameaçou intensificar esta greve no mês seguinte (agosto) e anunciou ainda uma concentração nacional da enfermagem no dia 29 de julho.

Esta concentração visa também contestar uma proposta de lei da tutela que os enfermeiros consideram que lhes retira competências.

 

O Sindicato dos Enfermeiros anunciou uma greve para os dias 28 e 29 de Julho e o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas (CGTP), que representa outras carreiras no sector da Saúde, revelou ao Negócios anuncia esta tarde que pretende juntar-se no dia 28. O Ministério da Saúde marcou entretanto um reunião para esta tarde.

A greve está marcada para dias 28 e 29, explicou ao Negócios a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros (SEP), Guadalupe Simões. São várias as reivindicações: aplicação das 35 horas aos trabalhadores com contrato individual de trabalho; o compromisso de pagamento integral de trabalho extraordinário, ao contrário do que previa a primeira proposta; a admissão de mais enfermeiros e a alteração da proposta de lei que define as funções da carreira.
O ministério da Saúde convocou esta quinta-feira ao início da noite os enfermeiros para uma reunião. Se até à data das greves “não resolverem o problema as formas de luta intensificam-se em Agosto e Setembro”.

Esta tarde, os sindicatos que representam outros profissionais da saúde também deverão anunciar protestos. Luís Pesca,  dirigente da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas, revelou ao Negócios que o objectivo é que a paralisação das restantes carreiras – carreiras gerais, como assistentes operacionais ou técnicos e carreiras específicas da Saúde, como técnicos de diagnóstico e terapêutica – coincida com a dos enfermeiros, apenas no dia 28.

O dirigente da Federação tem explicado que o problema não é apenas o facto de as pessoas com contrato individual de trabalho não terem garantidas as 35 horas, mas também a falta de profissionais nos hospitais, que na prática impede que as escalas de todos os profissionais sejam ajustadas para se adaptarem às 35 horas.

As duas estruturas são da CGTP. Arménio Carlos, secretário-geral admite que os conflitos possam ser evitados se até lá o governo retomar o processo de negociação.

“Está nas mãos do governo a possibilidade de resolver o problema”, resumiu ao Negócios, depois de ter dito, na RTP, que daria ao governo “duas a três semanas” para garantir a quem contrato individual de trabalho as 35 horas.

A lei que reduz o período normal de trabalho no Estado para as 35 horas por semana entra esta sexta-feira em vigor, mas como já se previa a aplicação no sector da saúde está a ser particularmente atribulada.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt

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