Inspeção não investigou denúncia sobre serviços com falta de enfermeiros

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Queixa foi entregue pessoalmente pela bastonária a 2 de março. IGAS diz que não foi iniciada qualquer ação inspetiva mas não indica motivo

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde não investigou a denúncia feita pela Ordem dos Enfermeiros de que há serviços nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde a funcionar com uma dotação insegura de enfermeiros. A exposição foi entregue pessoalmente pela bastonária, Ana Rita Cavaco, a 2 de março e relatava 21 casos em 12 hospitais. Na semana passada, o i/SOL questionou o Ministério da Saúde e a IGAS acerca desta denúncia. A tutela não respondeu e a IGAS informou esta semana que “não iniciou qualquer ação inspetiva sobre o assunto”.

Questionada sobre o motivo de não ter sido iniciada qualquer ação, a IGAS não respondeu até ao fecho da edição do Jornal i.

Santa Maria desbloqueado Na altura, a Ordem dos Enfermeiros não revelou publicamente os serviços em causa, limitando-se a indicar genericamente as situações que considerava mais graves. Numa unidade de agudos em Braga, com 80 camas, havia turnos com apenas um enfermeiro escalado. Em Faro, num serviço de oncologia com 40 vagas, havia turnos com apenas dois enfermeiros. Em Lisboa, um serviço de pediatria funcionava com apenas um enfermeiro escalado para oito crianças.

A Ordem dos Enfermeiros indicou entretanto ao i que a enfermaria de pediatria em causa era o serviço do Hospital de Santa Maria onde, esta semana, acabaram por intervir numa visita oficial. Na semana passada, os enfermeiros deste serviço escreveram à ordem solicitando a intervenção, uma vez que chegava a haver apenas um enfermeiro escalado não para oito, mas para 15 crianças, estando a segurança comprometida. Questionado pelo i/SOL, o centro hospitalar reconheceu dificuldades de pessoal mas garantiu que, até à data, tinham sempre conseguido ter dois enfermeiros de turno.

A realidade que a Ordem dos Enfermeiros encontrou no serviço foi, contudo, igual à descrita na carta. Na visita verificaram escalas afixadas com apenas um enfermeiro de turno. A ordem divulgou ontem que a visita permitiu desbloquear 51 contratos de substituição neste hospital (que estavam a aguardar aprovação da tutela) e que foram igualmente autorizadas novas contratações. Foi também garantido à ordem que não haverá nenhum serviço com apenas um enfermeiro escalado a partir de dia 1 de julho.

Fonte: Jornal I

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