Maior parte dos hospitais tem “excelência clínica”

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Nova avaliação da Entidade Reguladora da Saúde assinala melhorias

Como já acontecia em avaliações anteriores, mais de metade das 160 unidades de saúde avaliadas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) no primeiro semestre deste ano conseguiram a classificação de excelência clínica, o que significa que cumprem todos os parâmetros de qualidade exigidos.

Elaborado pela ERS e publicado semestralmente, o Sistema Nacional de Avaliação em Saúde abrangeu desta vez 160 prestadores de cuidados de saúde (hospitais ou clínicas), cerca de 80% dos quais (127) foram avaliados. Destes, 106 conseguiram a atribuição da estrela que corresponde ao primeiro nível de classificação. Menos um do que na avaliação anterior.

A excelência clínica reflecte os resultados relativos a procedimentos ou diagnósticos no contexto das áreas de AVC (acidente vascular cerebral), cirurgias cardíaca, de ambulatório e do cólon, além de enfarte agudo do miocárdio, entre outros. Os prestadores que cumprem todos os requisitos acedem a um segundo nível de avaliação, no qual é calculado um rating individual com níveis de classificação de qualidade que vão do I (mais baixo) ao III (mais alto).

Neste segundo nível de avaliação, a entidade reguladora destaca o aumento de unidades que obtiveram nível de qualidade III nas áreas de obstetrícia (de 40% para 45%) e unidade de cuidados intensivos (de 28% para 40%), em comparação com a última avaliação, referente a 2015 e publicada em Fevereiro passado.

Verificou-se também uma melhoria em alguns indicadores, nomeadamente os que têm que ver com a escolha, a administração e interrupção do tratamento profiláctico com antibióticos, frisa a ERS. Na neonatologia, melhoraram igualmente os valores médios do aleitamento materno exclusivo e o tratamento com antibióticos nas primeiras seis horas após a chegada ao hospital. Na obstetrícia, registaram-se progressos na administração pré-natal de esteróides.

Outras áreas em que se observaram melhorias  foram as da neurologia, no AVC (a terapêutica antigcoagulante prescrita na alta em doentes com fibrilhação auricular e terapêutica trombolítica dentro do período preconizado),  na cirurgia de ambulatório (selecção do doente para administração da profilaxia das náuseas e vómitos) e na unidade de cuidados intensivos (profilaxia do tromboembolismo venoso). O mesmo aconteceu na avaliação da dor aguda.

Fonte: Público

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