Alimentos que não devem ser ingeridos por quem está a antibiótico

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Alguns ingredientes podem interferir na ação desses medicamentos. Saiba quais são e em que circunstâncias é que os deve evitar.

Diz o senso comum que a ingestão de álcool condiciona a ação dos antibióticos, «substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que têm a capacidade de impedir a multiplicação de bactérias ou de as destruir, sem ter efeitos tóxicos para o organismo», define o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Mas, além das bebidas alcoólicas, também alguns alimentos de origem vegetal podem modificar a eficácia e segurança terapêutica desta classe de medicamentos.

Tal sucede devido à sua capacidade para, por exemplo, potenciar ou reduzir a sua ação. Este tipo de interação tem sido estudado pelo Observatório de Interações Planta-Medicamento, criado pela Universidade de Coimbra, cujo maior objetivo é, de acordo com Maria da Graça Campos, coordenadora do projeto, «que as bulas dos medicamentos integrem informação sobre estas interações, proporcionando assim a todos um uso assertivo das plantas medicinais».

Durante a toma de antibióticos deve evitar o consumo de determinados alimentos. A lista inclui:

– Açafrão-das-índias

– Alcaçuz

– Alecrim

– Alho

– Ananás

– Dente-de-leão

– Equinácea

– Funcho

– Toranja

Estes alimentos interferem na ação de enzimas , como o citocrom CYP450, que metabolizam os antibióticos, podendo alterar a sua eficácia e segurança terapêutica. Acaso haja inibição do fncionamento dessas enzimas, o aumento da concentração plasmática do antibiótico vai levar ao aparecimento de efeitos secundários, sendo a diarreia, por exemplo, um dos possíveis.

Há, no entanto, outros a ter que exigem precaução durante a toma deste tipo de fármacos:

– Menta

– Cidreira

– Verbena

Estes alimentos inibem a ação das enzimas CYP450, 2C9 e 3A4 que metabolizam no nosso organismo alguns antibióticos, podendo aumentar os efeitos secundários. «Se for o caso de um antibiótico em que a janela de atuação é estreita (intervalo entre a dose terapêutica e a dose tóxica) podem ocorrer efeitos secundários como dor gástrics, náuseas, perda de apetite, enantemas (erupções, em especial, na boca) ou distúrbios do paladar», refere Maria da Graça Campos.

«Estes efeitos gastrointestinais são, por norma, ligeiros e costumam desaparecer durante o tratamento ou pouco depois do final da terapêutica», afirma, contudo, a coordenadora do Observatório de Interações Planta-Medicamento. O ideal é, assim, evitá-lo durante a fase de medicação, voltando posteriormente a integrá-los na alimentação de forma paulatina.

Veja na página seguinte: Os cuidados a ter durante a toma de analgésicos e anti-inflamatórios

Os cuidados a ter durante a toma de analgésicos e anti-inflamatórios

Os medicamentos usados para aliviar a dor e combater a inflamação também são suscetíveis à ação de plantas e alimentos comuns. Estes são os que deve evitar durante a toma:

– Alho

– Açafrão-das-Índias

– Alcaçuz

– Angelica

– Cardo mariano

– Lavanda

– Mangostão

– Palmeto

– Trevo vermelho

Estes alimentos podem aumentar a toxicidade destes medicamentos, potenciando o risco de hemorragias e nódoas negras.

Precauções especiais com o chá verde e a camomila

O chá verde, uma bebida muito apreciada, sobretudo nos dias mais frios, pode interferir na ação do ibuprofeno. A camomila também pode afetar a ação do ácido acetilsalicílico, aumentando ou diminuindo a sua concentração no organismo, potenciando ou diminuindo assim o seu efeito. Um aviso que nem sempre é dado por médicos e farmacêuticos.

Texto: Bárbara Bettencourt com Maria da Graça Campos (coordenadora do Observatório de Interações Planta-Medicamento)

Fonte: Lifestyle.sapo

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