Cancro do pulmão: diurético torna tratamento mais eficaz

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Um fármaco utilizado no controlo da pressão arterial e retenção de fluidos pode tornar mais eficaz um tipo de tratamento contra o cancro do pulmão, sugere um estudo publicado na revista “Cell Discovery”.

No estudo, a equipa liderada pelos investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, e da Universidade da China, analisou o erlotinib, que pode ser utilizado para tratar 10 a 30% dos pacientes com cancro.

Infelizmente, o fármaco deixa de funcionar em poucos meses, uma vez que as células cancerígenas desenvolvem resistência ao tratamento. Contudo, os investigadores demonstraram que esta resistência poderia ser revertida através da utilização de um diurético, denominado ácido etracrínico.

Anualmente, quase dois milhões de pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com cancro do pulmão. O erlotinib é um fármaco prescrito para cerca de 10 a 30 % dos pacientes com cancro do pulmão de não-pequenas células, que corresponde a 85% de todos os casos de cancro do pulmão.

Entre os pacientes com este tipo de cancro, quase um em cada três tem uma mutação genética específica nas células cancerígenas. Esta mutação encontra-se num recetor das células cancerígenas que é crucial para o crescimento e sobrevivência da célula. Aos pacientes com esta mutação é prescrito o erlotinib para bloquear este recetor mutado e impedir o crescimento celular.

Contudo, as células cancerígenas desenvolvem rapidamente resistência aos efeitos letais do fármaco. Apesar de existirem alternativas ao erlotinib, estas são mais dispendiosas e podem também deixar de funcionar.

Estudos anteriores já tinham constatado que em, pelo menos metade dos casos, as células cancerígenas tornavam-se resistentes ao erlotinib através do desenvolvimento de uma segunda mutação. Neste estudo, os investigadores descobriram que esta segunda mutação diminui os níveis de um antioxidante de origem natural, a glutationa.

O estudo apurou que se os níveis de glutationa aumentassem a resistência ao erlotinib era revertida e o tratamento funcionava novamente. Com base nestes resultados, os investigadores pesquisaram outros fármacos capazes de aumentar os níveis do antioxidante.

Os cientistas verificaram que o ácido etracrínico, utilizado há mais de 30 anos no tratamento da tumefação, retenção de fluidos e pressão arterial elevada, aumenta os níveis de glutationa. Este antioxidante faz com que os rins removam mais água do organismo, mas também bloqueia a decomposição da glutationa.
Estudos realizados em ratinhos confirmaram que a utilização do diurético juntamente com o erlotinib revertia a resistência ao fármaco e permitia que este matasse as células cancerígenas.

Michael Seckl, líder do estudo, conclui que apesar de estes resultados serem preliminares sugerem que a adição de um diurético económico pode aumentar o tempo de utilização do anticancerígeno erlotinib, fornecendo assim mais opções de tratamento.

Fonte: Banco da Saúde

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