Algumas estratégias de comunicação

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Chamar o doente pelo nome, escutar mais do que falar e manter o contacto ocular são algumas das estratégias recomendadas pelo enfermeiro Carlos Sequeira

Comunicação de más notícias
É importante avaliar primeiro o estado emocional e psicológico da pessoa e depois dar informação de forma gradual. Neste ponto é fulcral avaliar ainda a relevância da informação e o que a pessoa quer saber.

E não esquecer: escutar mais do que falar e ser realista, evitando a tentação de minimizar o problema e ajudar a manter a esperança. Não contrariar a negação também pode evitar alguns problemas, assim como evitar o distanciamento emocional. Não estabelecer limites nem prazos também ajudará. Depois da comunicação será necessário assegurar que o doente tem suporte emocional de outros e planear e garantir o acompanhamento da pessoa.

Exemplos: diagnóstico de uma doença grave, de uma situação com repercussões negativas para o futuro.

Intervenção com pessoa violenta
Nestes casos, o primeiro passo é procurar manter-se calmo e manter o contacto ocular e depois pedir ajuda o mais discretamente possível. Se tal não for possível, tentar então ganhar tempo e continuar a falar, mas seguir as instruções dadas pela pessoa, que pode ter algum objecto perigoso.

Comunicação com pessoas com esquizofrenia
Nestas situações, deve ser promovida a orientação do doente para a realidade, utilizar a empatia, de forma a que a pessoa sinta que é compreendida, privilegiar a escuta, em vez da fala, e sentar-se de frente para o doente. Nunca se esquecer de manter o contacto visual intermitente — evitar contacto visual fixo e mostrar disponibilidade.

Comunicação com pessoas com Alzheimer
Adaptar a comunicação verbal de acordo com a capacidade de expressão e compreensão da pessoa. Falar devagar, de forma clara e objectiva. Chamar a pessoa pelo nome. Utilizar a comunicação não verbal (sorriso, olhar, toque) é muito importante, pois reforça a linguagem verbal. Utilizar o contacto, olhar nos olhos, sentar-se com a pessoa, falar devagar, sorrir e tocar no braço e evitar fazer movimentos bruscos. Não corrigir sistematicamente. Quando a pessoa inventa palavras ou as substitui por outras, deve-se verificar se está a compreender o que se pretende. Não discutir nem repreender. As pessoas com demência não têm culpa de estarem doentes.

Fonte: Público

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