Greve vai afectar exames e cirurgias programadas

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Técnicos de diagnóstico e terapêutica começam nesta quarta-feira um protesto por tempo indeterminado. Em causa está a falta de regulamentação das carreiras e remunerações.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica, responsáveis por áreas como as análises clínicas, a fisioterapia e os exames complementares como as radiografias e os electrocardiogramas, começam nesta quarta-feira uma greve por tempo indeterminado. O protesto vai afectar muitos dos exames e cirurgias programadas em que são necessários estes técnicos nos vários serviços dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, Almerindo Rego, explicou ao PÚBLICO que a greve abrange um total de 18 profissões e perto de 10 mil profissionais que trabalham no SNS. A expectativa é de que a adesão ao protesto fique nos 80%, acrescentou o dirigente. Mas garantiu que todos os episódios de urgência e casos prioritários, de que é exemplo a oncologia, têm resposta assegurada durante a greve.

 

Na base da paralisação está um problema que se arrasta desde 1999: a falta de regulamentação das carreiras destes técnicos e as respectivas remunerações, mais as situações recentes de desemprego. Na anterior legislatura, ainda com o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, o sindicato conseguiu finalmente um acordo sobre a carreira, mas o enquadramento não ficou totalmente concluído e o tema transitou para o actual ministério de Adalberto Campos Fernandes – com Almerindo Rego a acusar a tutela de estar a agir de “má-fé” por estar a criar um impasse nas negociações.

Tutela “arrasta” processo há nove meses

O sindicalista disse que o Ministério da Saúde está a “arrastar” o processo há nove meses e explica que decidiram avançaram agora para uma greve por tempo indeterminado depois de terem sido informados pela tutela de que “não estavam mandatados” para concluir o documento que vinha da anterior equipa ministerial. Almerindo Rego garantiu que o assunto das remunerações e carreiras “poderia ficar concluído em duas horas” e assegura que a greve é para manter “até o processo ser encerrado”, recusando-se a desmarcar o protesto, como há um mês, quando o ministério garantiu que iria resolver o assunto em dez dias. Até porque, frisa, as actualizações salariais só aconteceriam a partir de 1 de Janeiro de 2018, pelo que não haveria problema no imediato para a despesa do SNS.

Fonte: Público

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