A imagem da ENFERMAGEM: Responsabilidade de todos

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No meu primeiro Artigo de Opinião, o tema não poderia ser outro, que não a Enfermagem.

A imagem da ENFERMAGEM: Responsabilidade de todos

Os estereótipos negativos ou desagradáveis sobre enfermeiros abundam: a enfermeira sexy, a empregada do médico etc..

Esses estereótipos são frequentemente explorados e perpetuados na comunicação social. Por exemplo, o que o público vê em programas de TV populares como o “ER” , onde semana após semana, o público vê os médicos a fazer a maior parte do trabalho que os enfermeiros costumam fazer na vida real. E os enfermeiros o que estão a fazer? A executar tarefas administrativas, ou apenas quietos no fundo, à espera que um médico lhes diga o que fazer.

A má compreensão pública da profissão está subjacente a muitas causas. Uma delas são os próprios enfermeiros, que devem desempenhar o papel principal na melhoria da sua imagem. Os enfermeiros devem acreditar em si mesmos e projetar essa crença para os outros. Os enfermeiros devem persuadir os meios de comunicação a fornecerem uma imagem mais precisa da profissão, e devem tentar criar novos meios de comunicação.

Mas primeiro, vamos explorar o que todos – e não apenas os enfermeiros – podem fazer para ajudar. Muitos segmentos da sociedade podem influenciar tanto as representações da comunicação social sobre a enfermagem como a compreensão das pessoas sobre a enfermagem no geral. Todos nós podemos ouvir os enfermeiros e observar o que realmente acontece quando interagimos com o sistema de saúde. O que os enfermeiros estão a fazer? A comunicação social que vemos reflete isso?
Se um enfermeiro faz algo impressionante, nós dizemos, “Você podia ser médico!” – sugerindo que ser enfermeiro é inferior?

E os enfermeiros não acatam “ordens” dos médicos. Se os enfermeiros discordam da prescrição médica ou do plano de assistência médica, eles são eticamente obrigados a trabalhar na procura do melhor para o utente – o que não é algo que uma pessoa que apenas “acata ordens” geralmente faz.
Os meios de comunicação social podem aprender com enfermeiros sobre o que estes realmente fazem. Os Enfermeiros não utilizam tão frequentemente termos científicos, porque eles são treinados para transmitir os seus conhecimentos aos leigos. Podemos também considerar se a nossa escolha de linguagem reflete o papel real de enfermagem, porque a linguagem tem um profundo efeito sobre como pensamos e agimos.

Programas de televisão como Nurse Jackie são um excelente começo. Mas seria preciso décadas de programação popular para neutralizar a imagem dos enfermeiros como subordinados (“Sim, doutor, imediatamente, doutor!”), como mostram séries como Dr.House e Grey’s Anatomy e que se espalharam pelo mundo.

Os Administradores hospitalares podem promover a enfermagem como fazem com a medicina, e divulgar os seus esforços para fortalecer a profissão. E as seguradoras e empresas farmacêuticas podem anunciar sem sugerir erroneamente que os cuidados de saúde giram apenas em torno de “médicos”, especialmente tendo em conta o papel crescente dos enfermeiros na prática avançada.

Tomem por exemplo os “Médicos Sem Fronteiras”. São mais enfermeiros do que médicos a trabalhar para este grupo de ajuda internacional, e os enfermeiros têm desempenhado papéis de liderança no grupo. No entanto, o seu nome envia ao público a mensagem de que os médicos fornecem mais ou todos os seus cuidados de saúde. São importantes sim mas muito mais bem vistos pela sociedade.

Líderes governamentais e outros formuladores de políticas devem divulgar seus esforços para investir na prática, educação, e investigação dos enfermeiros e colocar enfermeiros qualificados em posições visíveis de governação nas políticas de saúde.

Os restantes profissionais de saúde, colegas dos Enfermeiros, também podem desempenhar um papel fundamental. Os médicos devem aprender o que os enfermeiros realmente fazem – e não nos procurarem para todo o tipo de tarefas, desde “baixar uma grade”, ou “acabou papel da impressora”, “ar condicionado não dá para baixar”.

Outros profissionais de saúde devem garantir que eles não são confundidos com enfermeiros, o que prejudica a perceção do público sobre quem são os enfermeiros. Admiramos a recente decisão do País de Gales de adotar uniformes nacionais de enfermagem para ajudar as pessoas a identificar enfermeiros com diferentes especialidades e hierarquias.

Como seria o futuro se o público realmente valorizasse a enfermagem? Talvez houvesse mais respeito do Governo por esta classe.

Pode acontecer, se todos fizerem um esforço para entender o que realmente é a Enfermagem.

Sigam-me aqui e em: Marco Veríssimo – Opinion Maker

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