Calvície masculina: identificada base genética

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Um novo estudo permitiu identificar as variantes genéticas que estão envolvidas na calvície masculina.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo, Escócia, o novo estudo poderá eventualmente permitir que os investigadores possam predizer a possibilidade de uma pessoa vir a sofrer de calvície.

Além de comportar efeitos psicológicos negativos, devidos à alteração da imagem e mesmo das relações interpessoais do indivíduo, a calvície masculina, também conhecida como alopecia androgenética (AAG), foi também associada, em estudos, a algumas doenças graves, como doenças cardiovasculares e cancro da próstata.

Os investigadores liderados por Saskia Hagenaars e David Hill contaram com dados genómicos e de saúde de mais de 52.000 homens registados no UK Biobank, um recurso clínico internacional que disponibiliza informação de saúde sobre mais de 500.000 indivíduos.

Os participantes foram divididos em dois grupos: uma amostra de descoberta com 40.000 pessoas e uma amostra-alvo com 12.000 pessoas.

A equipa elaborou um algoritmo com o objetivo de predizer quem poderia desenvolver AAG, com base nas variantes genéticas que separavam os indivíduos sem perda de cabelo e os com perda de cabelo severa.

Este algoritmo é baseado na pontuação genética e embora ainda se esteja longe de se conseguir prognósticos fiáveis, os resultados deste estudo poderão permitir que os investigadores possam em breve identificar subgrupos da população que possam estar mais sujeitos à queda de cabelo.

Os investigadores apuraram que 14% dos participantes com uma pontuação genética abaixo da média apresentavam AAG severa e 39% não tinham perda de cabelo. Por outro lado, 58% dos participantes que se situavam nos primeiros 10% da pontuação poligénica apresentavam AAG moderada a severa.

“Identificámos centenas de sinais genéticos”, adiantou Saskia Hagenaars, estudante de doutoramento no Centro para o Envelhecimento Cognitivo e Epidemiologia Cognitiva. “Foi interessante descobrir que muitos dos sinais genéticos da calvície de padrão masculino têm origem no cromossoma X, o qual os homens herdam das mães”.
David Hill lembra que o estudo não recolheu dados sobre a idade do início da calvície, mas apenas no padrão de perda de cabelo. No entanto considera que “esperaríamos verificar um sinal genético ainda mais forte se fossemos capazes de identificar quem começou a perda de cabelo cedo”.

Fonte: Univadis

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