Contas da Ordem dos Enfermeiros chumbadas

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As contas de 2016 da Ordem dos Enfermeiros (OE) foram chumbadas, numa Assembleia-Geral muita tensa, apurou o JN este domingo. Elementos do Sindicato dizem que há “uma mancha” sobre os corpos sociais da OE. A bastonária, Ana Rita Cavaco, afirma, por sua vez, que o Sindicato não perdoa já não ter lugar na Ordem.

Ao JN, José Carlos Martins, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), adiantou que as contas foram chumbadas porque “houve dúvidas colocadas durante a Assembleia que não foram devidamente esclarecidas”, acrescentando que aquelas “prendiam-se com despesas de pessoal e despesas com dirigentes da Ordem”.

O presidente do SEP lembrou, contudo, que também as contas de 2015 – pertencentes à direção anterior – não foram aprovadas. Sobre isto, Rui Santos, que pertencia aos corpos sociais da anterior equipa, adiantou que não tem qualquer receio e está “disposto a ser investigado”.

Com 422 elementos na Assembleia, as contas tiveram 232 votos contra, 7 abstenções e 183 votos a favor. Nos estatutos nada obriga a bastonária a convocar uma nova Assembleia, pois apenas quando o Plano de Atividade e o Orçamento são reprovados é que existe essa obrigatoriedade.

Ainda assim, ao JN, a bastonária Ana Rita Cavaco asseverou que vai convocar uma nova Assembleia, embora ainda não tenha uma data definida. Avançou, contudo, que não serão reformuladas as contas, porque aquelas “foram reprovadas, sem terem sido discutidas”, pelos “elementos do Sindicato que não perdoam ter perdido o lugar que ocuparam na Ordem durante 18 anos”.

Enquanto José Carlos Martins falou em ambiente tenso e numa “mancha” que “coloca em causa os atuais corpos sociais da Ordem” ; Ana Rita Cavaco falou de “uma mama que foi retirada” a pessoas que “acumularam cargos entre o Sindicato e a Ordem, durante anos”. “Fiz uma purga até à medula e é isso que nunca me será perdoado”, afirmou.

A bastonária, no cargo há um ano, sublinhou que também o anterior relatório de contas não foi aprovado, que “quem lá estava, saiu deixando a casa por arrumar”; e que, no passado, não faltaram “trafulhices” ligadas a despesas. “Chegavam a ir 50 pessoas à Austrália e a Ordem a pagar”.

Do lado do Sindicato, num discurso mais contido, referiram-se as dúvidas “pouco esclarecidas”, relativas a despesas também.

Recorde-se que o Ministério Público já está a investigar suspeitas de falsificação de documentos, peculato e abuso de poder na Ordem; e que há cerca de um mês a Polícia Judiciária chegou a efetuar buscas naquelas instalações.

Fonte: JN

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