Ordem propõe fecho de serviços por falta de enfermeiros no Algarve

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A elevada carência de enfermeiros no Centro Hospitalar do Algarve (CHA) levou a Ordem dos Enfermeiros (OE) a propor o encerramento de áreas funcionais como medida de segurança, após uma visita aos hospitais de Faro e Portimão.

“A proximidade dos meses de férias, com grande incidência de Junho a Setembro, põe ainda mais em evidência a falta de contratação de enfermeiros para as já desfalcadas equipas de Enfermagem do CHA, a trabalhar diariamente nos mínimos ou abaixo deles, incapazes de garantir a seguranças das pessoas e dos próprios enfermeiros”, salienta a Bastonária da OE, Ana Rita Cavaco.

Perante este cenário, e com pleno conhecimento dos “pedidos de contratação e substituição de enfermeiros que o CHA tem parados no Ministério das Finanças, pelo menos de 60 novos enfermeiros”, a Bastonária defende que “devem os serviços e respectivas chefias de Enfermagem constituir-se como os primeiros a propor o encerramento de áreas funcionais como medida de segurança das pessoas que todos os dias procuram o SNS”.

Em ofício enviado ao presidente do Conselho de Administração do CHA, com conhecimento para o Governo, Parlamento e Provedoria de Justiça, a Ordem denuncia a existência de falso trabalho extraordinário de enfermeiros nos hospitais de Faro e Portimão.

No primeiro, a área de Decisão Clínica do Serviço de Urgência foi das situações mais críticas detectadas durante a visita da OE liderada pela Bastonária Ana Rita Cavaco e pelo Presidente da Secção Regional do Sul da Ordem, Sérgio Branco. “Entre doentes observados, a aguardar exames, em trânsito e internados por falta de vaga nos serviços, chegam a ser 60 os doentes neste espaço”, exemplifica  o referido documento. Também no Serviço de Urgência do Hospital de Portimão a área mais crítica identificada foi a de Decisão Clínica, cujo “espaço não oferece o mínimo de privacidade e segurança aos doentes”.

“O Centro Hospitalar do Algarve não pode continuar a funcionar à custa do nosso sacrifício pessoal e profissional. Enfermeiros exaustos estão sujeitos a um aumento do risco de erro e, como tal, a um aumento da insegurança dos cuidados. A dotação de enfermeiros em número apropriado, de acordo com o Regulamento 533/2014, é essencial para a segurança de todos”, destaca o ofício da OE.

Fonte Ordem dos Enfermeiros

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