Autorização para enviar grávidas para o privado

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Os hospitais públicos estão a receber a indicação por parte das Administrações Regionais de Saúde (ARS) para que, no caso de não conseguirem dar resposta às grávidas e de nenhuma outra unidade da rede pública ter capacidade, as enviarem para hospitais de parceria público-privada (PPP).

Caso estes também não tenham capacidade, as indicações são para contactar as ARS para que seja autorizada a transferência para uma unidade privada. Os constrangimentos devem-se à greve dos enfermeiros especialistas.

O Jornal Correio da Manhã sabe que o hospital Amadora-Sintra já enviou, desde o dia 24 de agosto, dia em que o protesto dos enfermeiros teve início, uma grávida para o hospital de Cascais (regime PPP).

O hospital Beatriz Ângelo (em Loures) também terá sido contactado pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo para saber se tinha disponibilidade para receber grávidas, segundo vários profissionais da unidade.

Contactada pelo CM, a ARSLVT garante que a prestação de cuidados às utentes de Ginecologia e Obstetrícia “tem sido assegurada com salvaguarda das condições de segurança no atendimento”.

Os constrangimentos pontuais têm sido ultrapassados através da rede das unidades do Serviço Nacional de Saúde e ainda não existiu “necessidade de encaminhamentos para privados.”

Médicos recusam responsabilidades  

Chefes de equipas de obstetrícia têm assinado documentos de desresponsabilização.

Os médicos do Amadora-Sintra fizeram- -no antes do dia 24. Os do Santa Maria (Lisboa) avançaram no início desta semana.

Protesto adia várias induções de parto   

Bruno Reis, porta-voz do movimento dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO), afirmou ao CM que, devido ao protesto que estão a levar a cabo desde o dia 24 de agosto, estão vários serviços materno-fetais fechados. “É o caso do serviço do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, e do Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra)”.

Segundo Bruno Reis, além destes constrangimentos também têm sido adiadas várias induções de parto. “Já aconteceu na Maternidade Alfredo da Costa”, referiu o porta-voz do EESMO, acrescentando que “de norte a sul do País”, há hospitais sem enfermeiros especialistas nas salas de parto.

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Fonte Correio da manhã

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