FMI quer mais enfermeiros e menos médicos em Portugal

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que uma melhor gestão de recursos humanos nas áreas da educação e da saúde poderiam trazer ganhos ao país. Segundo o seu relatório anual de análise à economia nacional, Portugal tem médicos a mais para o número de enfermeiros, o que está a inflacionar a fatura salarial.

No relatório, o FMI defende que, para reduzir o peso da despesa com salários de funcionários públicos sem prejudicar a prestação de serviços, o Governo tem de ser mais pró-ativo na gestão de pessoal. Alinhar os salários do Estado com os do setor privado, progressos na carreira condicionais a aumentos de produtividades, poupanças com remunerações extra ou variáveis e maior mobilidade entre setores do Estado são algumas das recomendações feitas pelo FMI, que dá especial destaque à área da saúde.

“No sector da saúde vários indicadores apontam para que haja espaço para ganhos de eficiência. (…) Em termos globais, Portugal tem um rácio mais elevado de médicos do que a média do Euro e da maioria dos comparadores, com um aumento significativo desde 2008”, refere o relatório. Apesar dos técnicos reconhecerem uma evolução positiva nos últimos anos, com a diminuição do número de pessoal médico, consideram que há mais a fazer e refere o caso dos enfermeiros: “O número de enfermeiros convergiu para a média da Zona Euro, mas permanece comparativamente baixo. Como resultado o rácio de enfermeiros por médico está significativamente abaixo da média do Euro (1,5 enfermeiros por médico e 2,3, respetivamente), o que leva a um mix de inputs mais caro”.

A desigualdade entre as duas profissões e os custos com os médicos também já tinham sido destacadas pelos enfermeiros. Recentemente, em entrevista ao i, José Correia de Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, defendeu que o Governo está dominado por um “potentíssimo lóbi”: “Os médicos são 14% dos funcionários do ministério e ganham 87% da massa salarial total. Os enfermeiros são 33% e junto com os outros profissionais recebem os outros 13%”, disse.

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Fonte Jornal Enfermeiro

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