Enfermeiros dispensados agravam carências

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Novos números de doentes internados em macas no hospital de Gaia podem, a qualquer altura, tornar-se num desastre anunciado.

Num todo de 53 doentes internados, na zona amarela e laranja, só na manhã de hoje, Sábado, as camas alastram pelos corredores, a dignidade dos doentes é colocada em causa e o risco de infecção aumenta a cada segundo que passa.

Na tarde de ontem os enfermeiros dispensados pelo mesmo hospital reuniram na SRNOE.

A reunião que visou prestar apoio jurídico por forma a esclarecer os enfermeiros dos próximos passos antecedeu as notícias da tarde de ontem onde mais uma vez, uma ordem profissional denuncia as graves carências que pautam os dias do SNS. A comunicação social confirma agora o alerta público lançado por esta Secção Regional. Dispensar os 12 enfermeiros antes do final do período de contingência está a revelar-se um erro crasso e evitável.

João Paulo Carvalho, Presidente da SRNOE, apelou aos partidos com assento parlamentar que interviessem e no dia 8 de Fevereiro a Assembleia de República recomendou ao Governo que mantivesse os profissionais contratados para o período de contingência. Para o dirigente, “a única surpresa que aqui poderia haver era o dia. Sabíamos que ia acontecer, só não sabíamos a data certa”.

Desde o dia 15 de Fevereiro, vários órgãos de comunicação social têm vindo a dar conta da situação caótica que se vive no Hospital de Gaia por falta de recursos humanos. Segundo fontes do Hospital de Gaia, “o tempo tende a dar razão aos previdentes” foram ainda revelados os números de hoje no serviço de urgência “são de 28 internados. 8 em observação, 4 em macas na cirurgia, 16 em macas na zona laranja e 25 doentes em trânsito na zona laranja.”

O total de 53 doentes em apenas duas das zonas da urgência do Hospital Santos Silva é sintoma do falhanço total da política de desinvestimento no SNS. É de recordar que nos primeiros dias deste mês Gaia fechou 9 camas e não abriu as previstas por falta de profissionais.

Para o Presidente do Conselho Directivo Regional, “não vale a pena continuar a procurar soluções milagrosas para o problema quando o problema é falta de pessoal. O pico de gripe ainda não acabou e a situação provavelmente piorará antes de melhorar”

Fonte Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros

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