Teste de Mantoux

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A prova tuberculínica ou PPD, também chamado de teste de Mantoux, é um método auxiliar para o diagnóstico de Tuberculose. Baseia-se na reação de hipersensibilidade do organismo frente às proteínas do bacilo da Tuberculose desenvolvida após inoculação intradérmica de um derivado protéico puruficado do M. tuberculosis (PPD/tuberculina).

Basicamente, este teste consiste na injecção de proteínas derivadas da bactéria da tuberculose, na pele do antebraço. Cerca de dois a três dias depois, observa-se o local da injecção. O inchaço e vermelhidão indicam, regra geral, um resultado positivo.

As infecções provocadas por estas bactérias podem estar activas ou inactivas.

O teste da tuberculina não distingue, quando positivo, se a infecção está activa ou inactiva. São a sua intensidade, os dados clínicos (tosse com expectoração, febre) e outros exames complementares de diagnóstico (radiografias do tórax, colheitas de expectoração e avaliações de outros órgãos potencialmente envolvidos) que o definem.

Nas infecções activas, as bactérias estão a reproduzir-se rapidamente e a pessoa é contagiosa quando tosse, tendo de ser tratada. Nas pessoas com infecções inactivas, as bactérias estão vivas no interior dos pulmões, mas “adormecidas”. Uma vez que as infecções inactivas podem vir, mais tarde, a “acordar” e tornar-se activas, é importante reconhecê-las e prevenir a sua reactivação quando se realizam tratamentos médicos que a possam facilitar

Objetivo
O objetivo maior desse procedimento é identificar a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis.

Material Utilizado

  • 1 seringa descartável tipo insulina ou tuberculínica;
  • 1 agulha descartável 13 x 4,5 ou similar;
  • 1 Frasco com álcool;
  • 1 recipiente com algodão;
  • 1 caixa coletora para perfurocortante
  • 1 frasco de PPD Rt 23 2 UT.

Descrição do Procedimento

  • Higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento
  • Verificar o nome do reagente, número de doses, o prazo de validade e o aspecto do produto;
  • Remover o lacre e fazer a assepsia da rolha de borracha com algodão e álcool;
  • Ajustar a agulha ao corpo da seringa;
  • Introduzir a agulha no frasco de PPD e aspirar o líquido;
  • Retirar o ar da agulha, ajustando a dose para 0,1ml;
  • Desconectar a agulha e a seringa do frasco (ão é necessário trocar a agulha para a aplicação);
  • Colocar o frasco de PPD na geladeira ou caixa térmica;
  • Aplicar imediatamente após a aspiração;
  • Orientar o cliente;
  • Selecionar no terço do antebraço esquerdo, um local com poucos pelos, sem cicatrizes ou lesões distantes de veias calibrosas. Caso não seja possível a utilização do local padronizado
  • (aplicação de PPD há menos de 15 dias, queimaduras, gesso, etc.) realizar no antebraço direito, registrando o fato;
  • Segurar o antebraço esquerdo do cliente entre os dedos médio e indicador distendendo a pele com o polegar;
  • Introduzir o bisel voltado para cima de forma visível ao aplicador observando a seringa. Para maior firmeza, fixar o canhão da agulha com o polegar, evitando que o bisel saia da sua posição;
  • Injetar lentamente 0,1ml de PPD , observando que a pele não esteja mais distendida;
  • Retirar o polegar do canhão e puxar lentamente a seringa com agulha e desprezar a seringa e a agulha na caixa coletora.

Leitura do Teste Tuberculínico

Material

  • Frasco com álcool;
  • Recipiente com algodão;
  • 1 régua milimetrada, transparente com 10 cm de comprimento.

Técnica de Leitura do Teste Tuberculínico

  • Deve ser realizado após 72h após a inoculação (poderá ser realizada após 96h em casos excepcionais);
  • Identificar o cliente, observando na ficha se os dados estão corretamente preenchidos;
  • Segurar a régua na posição adequada para a leitura;
  • Observar o aspecto da reação;
  • Palpar o local da aplicação do teste como dedo indicador para localizar o endurecimento (enduração). Caso encontre dificuldade em perceber o local da aplicação, perguntar ao cliente ou passar algodão com álcool na região para provocar uma irritação local, o que facilitará a visualização;
  • Caso haja enduração, delimitar a borda externa com dedo indicador e fixar esse limite com régua, evitando marcar a pele;
  • Delimitar a borda interna com dedo indicador;
  • Retirar a régua do limite externo, marcando visulamente o local;
  • Posicionar a régua transversalmente ao eixo do braço e medir em milímetros o maior diâmetro transverso da enduração. Caso se observe eritema, edema ou linfagite, não considerá-lo na mensuração, registrnado-se aos limites da enduração.

Referência
SILVA, L.P. Procedimento Operacional Padrão (POP): Reação de Mantoux ou prova tuberculínica ou PPD. HGV: Teresina, 2012. p.122-123

Fonte Programa Harvard Medical School Portugal enfermagempiaui.com.br

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