Tratamento de unhas encravadas (onicocriptose)

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Para compreender as afecções que acometem as nossas unhas é necessário compreender a anatomia da unha, o que também nos leva a entender o tratamento realizado.

A unha é composta por corpo, leito e matriza.

O corpo é a parte dura, queratinizada, que é habitualmente convexa e situa-se na parte distal da falange.

É a parte que “cresce” da unha e que causa a maior parte dos problemas sintomáticos.

O corpo é firmemente aderido ao leito ungueal e, proximalmente, existe a matriz que é responsável pela produção de queratina. Ocultando a raiz, há uma prega cutânea de queratina mole denominada eponíqueo (popularmente chamada de cutícula). Seguindo entre o eponíqueo e o corpo, há uma zona esbranquiçada em forma de meia lua chamada lúnula.

Conceituação
Unha encravada é a situação em que a margem ungueal penetra a camada córnea vizinha com lesões das bordas laterais, podendo haver tecido de granulação ou infecção associado. O quadro é geralmente acompanhadao de dor intensa, inflamação e, às vezes, infecção com secreção purulenta.

Das unhas mais afetas estão em primeiro lugar a do halux e não podemos esquecer que pode haver, apesar de rara, lesão maligna subungueal nos casos crônicos que não respondem ao tratamento.

Para os casos agudos ou decorrentes de trauma, o tratamento de primeira escolha é a simples remoção de um segmento de unha, que, certamente, aliviará a inflamação, mas o paciente deve estar ciente de que o processo pode retornar e deve aprender a mantê-la limpa, adequadamente aparada (corte reto) e hidratada, além do uso de sapatos confortáveis.

Materiais necessários para o procedimento

  • Solução de iodopovidina tópico ou clorexidina;
  • Lidocaína 1% sem vasoconstrictor para anestesia local;
  • Campos estéreis;
    • Material para procedimento: tentacânula, pinça anatômica , pinça dente de rato, porta agulha, tesoura reta;
    • Lâmina de bisturi nº 11;
    • Fio de sutura mononylon 3.0;
    • Soro fisiológico para irrigação;
    • Gaze;
    • Luva esterilizada;
    • Seringa de 5 ml;
    • Agulha 40X12 (rosa);
    • Agulha hipodérmica (de insulina);
    • Máscara e óculos para proteção.
  • Técnica – Procedimento de cunho Médico

        • Explique o procedimento ao paciente e obtenha autorização;
        • Examine a unha que será tratada e o tecido de granulação circunscrito;
        • Realiza-se o bloqueio digital com lidocaína sem vasoconstrictor, pois o procedimento é extremamente doloroso;
        • Procede-se à limpeza do dedo com sabão e água, degermação com povidine ou clorexidine;
        • Inicia-se o procedimento propriamente dito com a introdução de uma tentacânula, ou instrumental semelhante, a mais ou menos 3 mm da margem lateral, longitudinalmente até a matriz.
        • Descola-se o leito ungueal, provocando avulsão parcial do segmento que está encravado.
        • Resseca-se esse segmento da unha com uma tesoura reta, ou lâmina de bisturi, até a base da unha, juntamente com a matriz.
        • Em seguida, corta-se em elise o tecido de granulação e pode-se realizar a curetagem do leito. Se não houver infecção associada, pode-se retirar uma elipse de pele e tecido subcutâneo da borda com tecido de granulação, subcutâneo da borda com tecido de granulação, suturando-se após com nylon, propiciando cicatrização por primeira intenção;
        • Lavar o ferimento com soro fisiológico;
        • Curativo com gaze.

    Existem várias técnicas cirúgicas para tratamento de unha encravada, porém tão importantes quanto o procedimento são o procedimento são os cuidados pré e pós-operatórios com adequada orientação de higiene dos pés, corte e manutenção diária das unhas, principalmente dos pacientes idosos e diabéticos.

    Papel da enfermagem
    O tratamento de unhas encravadas, o tratamento cirúrgico, é um procedimento médico. O enfermeiro e a equipe de enfermagem podem prestar um serviço em torno das orientações, limpeza e curativos, além de buscar alternativas, para que o paciente no processo de realibitação possa recuperar sua saúde.

    Observe que o enfermeiro não pode realizar este tipo de procedimento. Poderá oportunizar as condições necessárias para que o procedimento ocorra com segurança.

    Referência
    BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Procedimentos. Brasília : Ministério da Saúde, 2011.

    Fonte http://www.enfermagempiaui.com.br

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