Estudo relaciona especialização com redução de internamentos e de taxa de mortalidade

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O relatório “Os Cuidados de Enfermagem Especializados como Resposta à Evolução das Necessidades em Cuidados de Saúde”, realizado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESCTEC), conclui que é uma necessidade premente o investimento nos recursos humanos na Saúde, designadamente através da especialização, que é já uma tendência internacional na Enfermagem.

“Definiu-se o papel do Enfermeiro com funções avançadas ou especializadas em diversos países, dotando-o de competências específicas (científicas e técnicas), capaz de desempenhar actividades do seu âmbito de competência mais complexas, que extravasam o domínio dos cuidados gerais”, lê-se no estudo, encomendado pela Ordem dos Enfermeiros, que aponta para ganhos para os doentes, para as instituições de Saúde e para os próprios profissionais, referindo mesmo que os cuidados prestados por Enfermeiros especialistas ajudam a reduzir as taxas de mortalidade, segundo os cinco estudos já conhecidos. “Unidades com menor percentagem de Enfermeiros especialistas são mais propensas a ter taxas de mortalidade mais elevadas”.

O mesmo relatório sublinha que é já reconhecido que o número de Enfermeiros, bem como qualificação e condições em que praticam a sua actividade, estão directamente relacionados com a qualidade e segurança dos serviços prestados.

Quanto à análise económica da especialização, o relatório indica que é muito positivo, pois permite ganhos em Saúde e de eficiência na gestão. “Estima-se que o impacto orçamental desta medida, considerando que são disponibilizadas anualmente 2000 posições para Enfermeiros especialistas, seja um benefício líquido médio de cerca de 18 milhões/ano, valor que resulta da diferença entre um custo estimado de 63 milhões/ano e de um benefício estimado de 93 milhões/ano, resultante de uma poupança esperada de 5% nos internamentos hospitalares”, pode ler-se no relatório.

Para o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, Luís Barreira, “é importante haver uma revisão da carreira salarial e a possibilidade de os Enfermeiros fazerem o seu internato de especialidade no tempo de serviço”. “Hoje em dia, o Enfermeiro tem que pagar a sua especialidade para ter a atribuição do título, o que depois não tem a repercussão em termos de remuneração”, acrescenta Luís Barreira.

Leia aqui o relatório.

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Fonte Ordem dos Enfermeiros

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