Concentração Nacional de Enfermagem em Lisboa – Dia 19 maio

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Os ENFERMEIROS PORTUGUESES numa união plena, marcaram presença nos Jardins de Belém para uma concentração, alerta e “comunicação” ao poder instituído e ao público em geral, de como vai mal o Serviço Nacional de Saúde (SNS) Português, da falta da nossa carreira especial de Enfermagem e as baixas remunerações dos ENFERMEIROS, que não progridem há 10, 12, 15 e 20 anos.

Foi uma concentração organizada pelo Movimento Nacional de Enfermeiros, com o apoio da Ordem dos Enfermeiros e de todas as estruturas sindicais e movimentos. Nunca tal tinha acontecido.

Estive lá! E as razões foram e são mais que justificadas para tal concentração e manifestação.

Interessa dizer que nos manifestamos, porque queremos, exigimos e é mais do que justo uma nova carreira, remunerações mais dignas e de acordo com as nossas responsabilidades e graduações. Mas a razão da nossa manifestação é também para alertar e pedir para um maior investimento no SNS, contratação de mais ENFERMEIROS e melhoria das condições de trabalho. Acrescentar que, estas manifestações e greves, são também para defesa dos utentes/famílias/comunidades, para que os ENFERMEIROS PORTUGUESES, tenham mais tempo para lhes dedicar na prestação de cuidados de saúde, seja na prevenção, no tratamento ou na reabilitação e integração e regresso à vida activa.

Os problemas na saúde são inúmeros: falta de ENFERMEIROS, orçamentos diminuídos, cativações permanentes, falta de investimento. Acresce a tudo isto, a não existência de um Ministro da Saúde, que não tem autoridade no seu Ministério. Acontecem reuniões para decisões no âmbito da saúde, onde nem Ministro nem outros responsáveis deste ministério, participam. Apenas o Ministério das Finanças! Como é possível? Acontece a subordinação do Sr. Ministro da Saúde, Professor Doutor Adalberto Campos Fernandes, ao Ministério das Finanças.

Assim, será sempre preciso lembrar aos políticos e decisores que somos nós que cuidamos de pessoas. Somos nós que ajudamos a que a vida venha à luz da vida, que acompanhamos e cuidamos das pessoas 24 sob 24 horas, quando estas estão menos bem, debilitadas e diminuídas. Estão doentes! Somos nós que estamos à cabeceira da cama, na recta final da vida. São estes homens e mulheres ENFERMEIROS PORTUGUESES, desde os cuidados primários, a extra-hospitalar e emergência, hospitais, cuidados intensivos, cuidados paliativos no hospital e no domicílio, visitas domiciliárias, saúde na comunidade, saúde escolar, etc, que estamos sempre presentes em todas as dimensões do cuidar, no ciclo vital. Tantas e tantas vezes com sacrifício da vida familiar, de férias e fins de semana, para que nunca falte cuidados de Enfermagem aos cidadãos. E nunca faltou ou faltará! Essa é uma verdade indubitável!

Perante o que vi e vivi nesta concentração do dia 19 em Lisboa, fica-me uma preocupação enorme. Se os ENFERMEIROS PORTUGUESES estão preocupados com tudo atrás descrito, onde param os novos ENFERMEIROS, estagiários e futuros ENFERMEIROS? Onde param os recém-licenciados em Enfermagem? O futuro é de todos, mas mais deles que nosso! Já temos um percurso de carreira feito. É a inevitabilidade da vida. E os novos ENFERMEIROS não vão lutar pelas suas carreiras? Não vão lutar por um SNS? Não vão lutar pela dignidade e condições dos seus postos de trabalho? Não vão lutar pela dignificação e respeito da e, pela sua carreira?
Permitam-me colocar outra questão: E a comunicação social tratou-nos bem na cobertura noticiosa e mediática desta concentração (assuntos mediáticos: Sporting, casamento Principie Reino Unido, Taça de Portugal, Rally de Portugal) e no tratamento informativo da mesma? Temos que potencializar as redes sociais com a passagem da nossa mensagem e fazer chegar às redações da imprensa local, regional e nacional as nossas posições e reivindicações. Temos de ser credíveis!

Estou convencido que não vai ser suficiente a entrega do documento completo a Sua Excelência o Presidente da República. O empenho e assertividade da Ordem dos Enfermeiros tem de continuar a ser, a permanente certeza que nos defenderá. Os Sindicatos têm de continuar a reunir e a manterem-se unidos, assinando um memorando conjunto, para a defesa de uma nova carreira especial de Enfermagem. Os movimentos e Associações de ENFERMEIROS têm de continuar a sua luta. O futuro é longo e sinuoso. Olhemos atentamente para os calendários eleitorais. Olhemos para o nosso futuro, mas com a certeza que a luta tem de continuar, firme, lúcida e consistente, porque JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Humberto Domingues
Enf. Especialista Saúde Comunitária
2018.05.20 – 19h30

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