Estudo: Anticorpos eficazes contra o VIH

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Um pequeno grupo de doentes infetados com o VIH-1, da sida, que recebeu um novo tratamento experimental com dois anticorpos combinados, e sem medicação antirretroviral associada, durante dois ensaios clínicos distintos, permaneceu sem vestígios do vírus durante mais de 15 semanas seguidas. Alguns chegaram mesmo às 30 semanas.

Os resultados, publicados em dois artigos nas revistas científicas “Nature” e “Nature Medicine”, são, segundo os investigadores da Universidade Rockfeller, em Nova Iorque, «um passo importante» para futuras abordagens terapêuticas novas desta doença infecciosa.

Foi Michel Nussenzweig, cientista que liderou o trabalho com a sua equipa, que desenvolveu os dois anticorpos designados como amplamente neutralizantes, a partir de anticorpos que se sabia serem fundamentais para o combate à infeção do VIH em pessoas que, de forma espontânea, apresentam uma resposta imunitária mais eficaz contra o vírus.

No estudo publicado na revista “Nature”, acedido pelo “Diário de Notícias”, os investigadores apresentam os resultados relativos a 15 participantes, aos quais foi administrada por três vezes, e a intervalos de três semanas, a combinação dos dois anticorpos, designados respetivamente por 3BNC117 e 10-1074, depois de terem cessado o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

Dos 15 doentes, 11 completaram o ciclo de tratamento e, destes, nove mantiveram-se sem vestígios do vírus na circulação sanguínea durante uma média de 15 semanas. Dois deles mantiveram essa condição ao longo de 30 semanas. Nos outros dois doentes, a carga viral voltou a aumentar ao fim de 12 semanas.

Quanto aos resultados publicados na revista “Nature Medicine”, que dizem respeito a um grupo de sete doentes, eles apontam na mesma direção. Estes participantes, que apresentavam sinais de carga viral no sangue depois de terem cessado a medicação antirretroviral, receberam a combinação dos dois anticorpos entre uma e três tomas pelo período de um mês. Estes resultados demonstram a inexistência de efeitos secundários nos pacientes. Apenas alguns deles experimentaram uma fadiga ligeira, segundo os autores do estudo.

No caso destes doentes, a carga viral diminuiu muito por períodos entre três e 16 semanas, dependendo da carga viral inicial de cada doente.

De momento estão a decorrer estudo mais prolongados, e com maior número de participantes, conduzidos pela mesma equipa da Universidade de Rockefeller.

Fonte: Banco da Saúde

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