Francisco Ramos substitui Rosa Matos na Secretaria de Estado da Saúde

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Com vasta experiência no setor, Francisco Ramos é conhecido pelas suas posições duras face à Indústria Farmacêutica. Em setembro último pediu um esforço de 300 milhões de euros de contribuição às empresas de medicamentos e dispositivos médicos, com efeitos já no orçamento do Estado para 2019

Francisco Ramos, até aqui Presidente do IPO de Lisboa, é um dos novos secretários de Estado da Saúde, devendo substituir no cargo Rosa Valente Matos.
Será a quinta vez que Francisco Ramos, que completa 62 anos em dezembro próximo, integra um governo socialista, depois ter ocupado a secretaria de Estado da Saúde em dois governos de António Guterres, entre 1997 e 2002, e nos dois executivos de José Sócrates, entre 2005 e 2009. Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em 1978, tendo obtido o diploma em Administração Hospitalar em 1981, vai ser o responsável pela parte financeira da Saúde, onde se incluem os hospitais e medicamentos.

Refira-se que o novo Secretário de Estado integrou o Grupo Técnico Independente destinado a avaliar os Sistemas de Gestão do Acesso a Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), criado em outubro de 2017.
No seu já vasto currículo profissional, o agora nomeado foi consultor da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo em 1996/1997 e subdiretor-geral da Direção-Geral da Saúde em 1997.
Foi ainda Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu em 2000/2001 e Presidente do Conselho Diretivo do INA, IP, entre 2009 e 2012.
Ao longo dos anos, realizou diversos estudos económicos de medicamentos para companhias farmacêuticas e estudos económicos e de organização de unidades privadas de prestação de cuidados de saúde.
A tomada de posse do novo secretário de Estado toma posse na próxima quarta-feira, decorrendo ainda negociações para a nomeação do segundo secretário de Estado da Saúde, que completará a equipa de Marta Temido.

Poupar nos medicamentos
Com vasta experiência no setor, Francisco Ramos é conhecido pelas suas posições duras face à Indústria Farmacêutica. Em setembro último pediu um esforço de 300 milhões de euros de contribuição às empresas de medicamentos e dispositivos médicos, com efeitos já no orçamento do Estado para 2019. “Há muito tempo que se denota pela prática é que medidas eficazes de redução do preço dos medicamentos são medidas administrativas, quase impostas à indústria”, apontava Francisco Ramos, afirmando que “se os poderes públicos tiverem a vontade suficiente, é possível que a indústria concorde em suportar este sacrifício para que de facto seja possível garantir nos próximos anos a sustentação do financiamento da inovação terapêutica”.
Quanto aos contribuintes, diz Francisco Ramos, defende que devem ser aliviados nas despesas em saúde oral, próteses oculares e auditivas. Mas, em contrapartida, devem também poder deduzir menos despesas de saúde no IRS, propondo uma descida dos atuais 15% para 5%.

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