Governo questionado sobre falta de profissionais nos hospitais da Covilhã e Fundão

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O BE questionou o Governo sobre falta de profissionais de saúde no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB) e exigiu medidas para resolver os problemas nesta unidade que integra os hospitais da Covilhã e Fundão.

Na pergunta apresentada na Assembleia da República e cujo conteúdo foi enviado à agência Lusa, o BE sublinha que teve conhecimento “da situação dramática” que se vive naqueles hospitais e garante que o número de profissionais “é muito abaixo dos mínimos permitidos”.

“Existem relatos de que é neste momento impossível assegurar a reabilitação, por exemplo, decorrente de um internamento para uma PTA (Prótese Total da Anca). É também relatada a existência de apenas um enfermeiro sozinho no turno da noite, na parte da triagem e da emergência, o que é claramente insuficiente, criando uma situação de carência na prestação de serviços e gerando uma situação de profissionais em ‘burnout’, como já existiram denúncias”, lê-se no documento dirigido ao Ministério da Saúde e que é assinado pelo deputado Moisés Ferreira.

Entre as situações, é igualmente apontada a informação de que o turno da noite na Unidade de Cuidados Paliativos, que funciona no Fundão e tem capacidade para 20 utentes, está a ser assegurado apenas por um enfermeiro.

Falta de exames de diagnóstico
“São também de salientar os relatos existentes sobre a falta de exames de diagnóstico, nomeadamente biopsias da próstata, que podem prejudicar os doentes devido à falta de diagnóstico precoce, a saída de inúmeros médicos devido a um mal-estar instalado e o planeamento do encerramento feito semanalmente que cria uma impossibilidade aos profissionais de planear as suas vidas”, acrescenta o BE.

De acordo com o referido, “esta situação já se arrasta há vários anos, tendo o número de enfermeiros passado de 420 para 370, o que representa uma perda de 50 profissionais que seriam de toda a importância para garantir a prestação de serviços” nesta unidade de saúde do distrito de Castelo Branco.

Os bloquistas também lembram que “a falta de profissionais coloca em causa a possibilidade de assegurar os cuidados de saúde necessários e ameaça encerrar serviços como as especialidades cirúrgicas, de modo a poder distribuir assistentes operacionais e enfermeiros para outros serviços”.

Frisando que o “conselho de administração recusa prestar declarações e continua a negar o problema dizendo que está em processo a contratação de 18 enfermeiros”, o BE sublinha que, “perante o cenário”, tal número parece “manifestamente insuficiente” e reitera a “necessidade de se proceder a mais contratações e a formas de contratação mais céleres”.

“Exige-se que o Governo preste esclarecimentos publicamente. O que se passa no Centro Hospitalar da Cova da Beira? Porque razão se regista uma falta tão gritante de profissionais? Porque razão não são autorizadas mais contratações? Confirma as situações aqui descritas? E sendo elas tão graves, porque razão não atuou ainda no sentido de as resolver?”, questiona o partido.

O BE também quer saber se Ministério da Saúde tem conhecimento desta situação, se confirma as situações graves decorrentes da falta de profissionais (desrespeito pelas dotações seguras, serviços com apenas um enfermeiro, possibilidade de encerramento de serviços) e quais as medidas que irá tomar para resolver os problemas.

É igualmente questionado se o conselho de administração tem solicitado autorização para contratar mais profissionais e, se sim, porque é que a autorização para a contratação ainda não foi dada.

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