Maioria dos portugueses deseja ter um papel mais ativo na Saúde

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Recomendações de peritos sobre o financiamento dos hospitais públicos e dados de um inquérito à população portuguesa vão ser apresentados amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

A maioria dos portugueses (51%) defende que a sociedade deve ter um papel mais ativo no que diz respeito à Saúde, revelam os dados de um inquérito à população nacional, realizado no âmbito do projeto ‘3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro’. Uma certeza que vai ao encontro de uma das recomendações deste projeto, a de promoção do papel dos cidadãos no sistema de saúde. Para os peritos nacionais, que se reuniram ao longo do ano para debater a melhor forma de resolver os desafios inerentes ao financiamento do Serviço Nacional de Saúde, “o cidadão é o elemento central da prestação de cuidados” e, como tal, “é importante a sua envolvência na definição da política de saúde”, através da criação de mecanismos que contemplem a sua participação na decisão.

Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, vão ser apresentados e debatidos no próximo dia 10 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num evento que conta com a participação de Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde.

O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no Serviço Nacional de Saúde. Para isso, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde – Resultados em Saúde, Integração de Cuidados, Gestão da Doença e Prevenção e Promoção da Saúde -, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto onde vão ser testadas, já a partir do próximo ano: o IPO do Porto e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Comunicado de imprensa

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