Remoção do apêndice reduz em 19% risco de Parkinson, sugere novo estudo

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A ligação entre o apêndice e a Doença de Parkinson poderá ser explicada pelo agregação de uma proteína no órgão gastrointestinal que tem um papel significativo no desenvolvimento da doença neurológica.

A ligação entre doenças como Alzheimer e Parkinson e sintomas gastrointestinais há muito que tem sido estudada, sendo estes últimos apontados como sintomas que, em alguns casos, precedem os primeiros sinais das patologias neurológicas.

Na base desta relação está uma proteína, a alfa-sinucleína, que desempenha um papel significativo na Doença de Parkinson e que também está presente nos nervos do sistema digestivo, o que pode explicar os sintomas digestivos precoces. Os investigadores acreditam que a mal formação da alfa-sinucleína pode levar a que esta proteína se alastre de célula para célula, acabando por chegar ao cérebro, como um efeito em cadeia.

À semelhança de outros órgãos do sistema gastrointestinal, o apêndice também contém altos níveis de alfa-sinucleína. Neste estudo, publicado na revista Science, a equipa de investigação analisou dados de cerca de 1.6 milhões de adultos suecos, seguidos durante 52 anos, concluindo que a apendicectomia reduziu o risco de desenvolver Parkinson em 19,3%.

“A presença de espécies de alfa-sinucleína patogénica no apêndice indica um mecanismo pelo qual o apêndice pode contribuir para, e possivelmente desencadear, o desenvolvimento da doença de Parkinson”, explicam os autores.

O risco diminuído pela apendicectomia foi bastante comum entre os habitantes rurais, sugerindo que os efeitos deste procedimento poderiam contrariar os fatores de risco ambientais, como a exposição a pesticidas, que já foram associados ao aumento do risco da Doença de Parkinson. A análise de um segundo conjunto de dados de 849 pacientes com Parkinson revelou que a apendicectomia estava associada a um início tardio da doença numa média de 3,6 anos.

Os cientistas também examinaram os apêndices de participantes saudáveis, verificando que, nos nervos e membranas mucosas do apêndice, as formas de alfa-sinucleína tinham tendência para se acumularem.

Os autores acreditam que esta acumulação da proteína no apêndice poderá ser um ponto de partida para novas investigações no âmbito das doenças neurológicas e desenvolvimento de novos tratamentos e técnicas de deteção precoce.

Fonte : Saúde online

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