Enfermeiros dão sinal de “boa vontade”. Blocos operatórios na máxima força antes do Natal

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Sindicatos querem operar o maior número possível de doentes urgentes na próxima sexta-feira e fizeram apelo aos enfermeiros para alargarem ao máximo possível os serviços mínimos.

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) e a Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE), que convocaram a greve que afeta há semanas os blocos operatórios, “recomendam a todos os enfermeiros grevistas que compareçam ao serviço, no horário em que estão escalados, a 21 de janeiro, para possibilitarem a abertura de todas as salas e tempos operatórios habituais”.

Esta espécie de trégua provisória, só para casos urgentes, foi comunicada esta segunda-feira num ofício, a que a TSF teve acesso, enviado aos cinco grandes hospitais do país afetados pela paralisação, naquilo que os sindicatos identificam como um “ato de boa vontade” à beira do Natal.

O objetivo é resolver os atrasos que afetem todos os casos acumulados de doentes urgentes à espera de cirurgia que podiam complicar-se com consequências negativas e irreversíveis para alguns doentes com o fim de semana, feriados que se aproximam e tolerâncias de ponto decretadas pelo governo a 24 e 31 de dezembro.

No ofício os sindicatos dizem que “através do reforço de equipas em serviços mínimos, para além do decretado pelo Tribunal Arbitral, desde o início desta greve, pretendemos salvaguardar que nenhum doente oncológico classificado nível 3 e 4, bem como os que se enquadrem nas situações de urgência diferida, devem ficar privados de tempo operatório que permita a resolução da sua situação de saúde, por falta de enfermeiros”.

O mesmo documento acrescenta que “atendendo a que o Governo deliberou tolerância de ponto para os dias 24 e 31, o que em conjunto com os dias de fim de semana e feriado perfaz 7 dias em que as salas de cirurgia programada se encontram fechadas, entendemos recomendar aos enfermeiros grevistas que compareçam ao serviço, no horário em que estão escalados, no dia 21/12, para possibilitarem a abertura de todas as salas e tempos operatórios habituais”.

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Ouça as declarações da representante da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros ao jornalista Nuno Guedes.
Ou seja, na prática existirá um aumento significativo dos serviço mínimos que já estão em vigor numa greve que tem adiado milhares de cirurgias.

Na próxima sexta-feira todos os enfermeiros grevistas são aconselhados a comparecerem ao trabalho para resolver o maior número possível de situações urgentes, mesmo de urgências diferidas (que não têm de ser resolvidas no próprio dia).

Recusando falar numa suspensão ou paragem da greve, Lúcia Leite, da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros, explica à TSF que avançaram com esta medida porque se aperceberam que com o fim de semana (22 e 23 de dezembro), a tolerância de ponte (24) e o feriado (25) seriam demasiados dias com os blocos operatórios parados, pondo eventualmente em causa situações urgentes que não têm de ser alvo de cirurgia no próprio dia mas algures nos dias seguintes, as chamadas urgências diferidas, evitando consequências irreversíveis na saúde.

Lúcia Leite diz que os grevistas querem também mostrar ao público que não estão nesta greve para prejudicar os doentes, resolvendo problemas que poderiam surgir com os feriados e tolerâncias de ponto que se aproximam.

Fonte : TSF

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